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Antigo jogador do Benfica deixou uma longa reflexão nas redes sociais
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Há quase um mês em liberdade condicional, depois de ter cumprido cerca de seis meses dos três anos e meio de prisão a que foi condenado por extorsão agravada, Fabrizio Miccoli deixou esta terça-feira uma extensa reflexão nas redes sociais, onde se mostra arrependido pelo que aconteceu há 12 anos.
O antigo jogador italiano, que passou por clubes como Palermo, Juventus, Fiorentina e Benfica, foi considerado culpado de extorsão agravada por utilizar "métodos da máfia".
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O ex-avançado dos encarnados, de 42 anos, ajudou um amigo a recuperar junto de Andrea Graffagnini, dono de uma discoteca chamada 'Paparazzi', uma dívida de 12 mil euros. Para tal, contactou Mauro Lauricella, filho de um chefe da máfia, Antonino Calderone, que cumpre 7 anos de prisão. Miccoli tinha boas relações com Lauricella desde os tempos em que jogou no Palermo.
Durante a investigação foram intercetadas conversas de Miccoli com o filho do mafioso, em que o jogador se referiu a Giovanni Falcone, magistrado italiano que atuava em processos contra os chefes da máfia, como "aquela lama". Por essas palavras Miccoli pediu desculpas públicas, em lágrimas.
"Há 12 anos cometi um grande erro. Um daqueles erros que mudam a vida. Eu tinha tudo. Era o capitão do Palermo, tinha o trabalho que sempre sonhei ter em criança e o povo de Palermo fazia-me sentir em casa. Nestes 12 longos anos sempre preferi o silêncio. Li tudo mas nunca respondi", começa por escrever esta terça-feira o antigo avançado.
"Quando és jogador de futebol na Série A, tens muita atenção. Muitas pessoas querem um pedaço de ti. Muitos conhecem-te, mas tu não conheces ninguém. Não sabes em quem podes confiar. Na verdade, cometi mais do que um erro. O primeiro grande erro foi estar sempre disponível para todos. Quem viveu em Palermo naqueles anos sabe", prosseguiu, explicando depois que "o segundo erro foi usar as palavras erradas". "Muitas vezes quando estás no topo sentes-te invencível... Mas na realidade és apenas humano. Pedi desculpa há algum tempo por essas palavras e faço-o de novo."
"A sentença surgiu no ano passado. Uma pena sobre a qual não falei porque senti-me distante e estou longe daquele mundo, mas uma pena que respeitei ao apresentar-me espontaneamente no dia seguinte numa prisão de segurança máxima, novamente por escolha minha. Um dia lá [na prisão] parece infinito, 6 ou 7 meses... uma eternidade. Tenho cumprido o maior castigo nestes 12 anos, todos os dias, ao ver-me próximo de algo que não sou e que não me pertence", continuou.
"Há algumas semanas fui libertado. Não estou a pedir para ser compreendido, não estou a pedir que o que aconteceu seja esquecido. Só quero, depois de 12 longos anos, esclarecer minha posição, ter a minha própria voz, em vez de ser dita pelos outros", afiançou, deixando depois uma série de agradecimentos, incluindo aos seus advogados.
"Em campo, depois de uma derrota, não podes repetir o jogo que acabaste de perder, mas podes treinar e tentar fazer melhor no próximo jogo. Tenho quase 43 anos e espero ter muitos mais 'jogos' para recuperar e mostrar o verdadeiro Miccoli", concluiu.
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