O outro lado de Buffon: as ligações ao fascismo, a depressão e a traição

O currículo invejável do guarda-redes da Juventus conta também com algumas 'manchas negras'

Adicione como fonte preferencial no Google

Gianluigi Buffon é um nome incontornável do futebol mundial. No palmarés conta com nove títulos de campeão de Itália, outro em França, aos quais, entre outros, junta ainda o estatuto de campeão do Mundo, em 2006, e o triunfo da Liga Europa, em 1999. Mas no currículo do histórico guardião da Juventus, há também algumas manchas negras: As mensagens fascistas, a depressão, foi investigado pela justiça italiana e episódios de infidelidade amorosa. Venha conhecer o outro lado do experiente guardião, de 42 anos.

Ligação ao fascismo

Foi no início da carreira de Buffon, ainda no Parma, quando este foi acusado de poder ter ligações ao fascismo. Isto, porque o guarda-redes decidiu escrever na camisola 'Boia chi molla', um lema neo-nazi muito utilizado durante o período em que o ditador Benito Mussolini liderava os destinos de Itália, cuja mensagem é aproximadamente de 'morte aos traidores'. Tal, gerou bastante polémica, tendo em conta a história recente do país e levou o internacional italiano a pedir desculpa publicamente, referindo que o fez "por ignorância". 

"São experiências de vida, negativas, que nos ajudam a amadurecer. Não me sinto envergonhado, pois não o fiz de má fé. Quando falhei, fi-lo por ignorância, não para mandar sinais exteriores", referiu, em entrevista ao El País, em 2013, uma mensagem que repetiu posteriormente, tendo dado conta que "os erros são importantes, pois lembram-te que és humano". "És importante, pois no mundo do futebol tentam fazer-te acreditar que és especial, mas depois percebes que não és diferente, com todo o respeito, do homem do bar ou do eletricista".

A 'estranha' depressão aos 26 anos

Sucesso, fama, dinheiro.... e uma depressão. Parece que são coisas incompatíveis, mas não é bem assim e o italiano demonstra que ninguém estará imune a problemas psicológicos. Foi o próprio Buffon que confessou aquilo porque passou, aos 26 anos. "Era rico e famoso, mas a depressão atacou-me. Não estava satisfeito nem com a vida, nem com o futebol, sentia um buraco negro na alma", revelou na autobiografia 'Número 1'. 

Este foi mesmo um dos períodos mais negros da vida de Ganluigi Buffon, o qual frisa que até lhe faltava vontade para sair da cama. "Se vives de uma forma niilista, fixando-te apenas no futebol, a tua mente começa a mudar. No final, estarás deprimido e nem vontade tens de sair da cama", atirou numa carta publicada no 'The Players Tribune', dando conta que parecia ter tudo e no fim de contas, a realidade era bem diferente. "Quando em poucos dias, recebes coisas muito intoxicantes, mas também muito, muito perigosas: dinheiro, fama e o trabalho dos teus sonhos. Uma manhã, quando sais da cama para ir treinar, as pernas começam a tremer sem controlo. Estás tão fraco que nem consegues conduzir. Pensas que é só fadiga, mas rapidamente tudo piora. Só queres dormir e durante meses tens dificuldade em encontrar alegria na vida e a tua rotina pode ser uma prisão".

Este foi uma fase complicada que acabou por ser ultrapassada e que, sobretudo, permitiu ao guardião uma nova visão da vida. Uma tremenda aprendizagem, confessa. "Neste momento, não tenho medo de enfrentar os momentos mais negativos em família ou no trabalho", afirmava em entrevista ao 'El País'.

As apostas que o levaram a ser investigado

As apostas desportivas deixaram Buffon debaixo de fogo e acabou mesmo a ser investigado pela justiça italiana, por suspeitas de corrupção que invadiram o futebol naquele país, ainda que o próprio tenha sempre negado. "Não voltarei a apostar. É verdade que ia a alguns sites de apostas, mas não as relacionadas com futebol. Quando me ligaram ao escândalo, magoaram-me, pois foi colocada em causa a minha lealdade desportiva", referiu o guardião natural de Carrara, que acabou, posteriormente, por ser absolvido.

Ilaria D'Amico: mulher de Buffon apresenta gala da FIFA

A desilusão da "cornuda" 

A vida do jogador entrou na imprensa cor-de-rosa e não pelos melhores motivos. Pois foi por essa via que Alena Seredova, antiga esposa de Buffon, descobriu a relação deste com Ilaria D'amico. E quando o soube, não foi meiga no discurso. "Ninguém morre por ser cornuda. Só gostava de ter sabido que o meu casamento estava acabado de outra forma, que não pela imprensa. Gostava que ele tivesse a coragem de me o dizer ou alguém próximo", referiu, na altura.

Ex-mulher de Buffon diz que ainda é vista por muitos como a 'capitã' da Juventus

A fotografia denunciadora

Estava Buffon em França, a representar o PSG, quando o histórico jogador decidiu partilhar uma fotografia nas redes sociais enquanto conduzia, que causou imensa polémica. Além de o fazer com auriculares ao volante, aparentemente, o carro seguia a 150 km/h e, além disso, era visível um maço de tabaco na porta. Ainda que, relativamente a este último ponto, nunca se venha a saber se era para o próprio consumir ou não.

Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
Newsletters RecordReceba gratuitamente no seu email a Newsletter Geral ver exemplo
Ultimas de Itália Notícias
Notícias Mais Vistas