Paulo Fonseca: «É mais fácil que toque bateria do que volte a vestir-me de Zorro»

Treinador da Roma, que não faz promessa em caso de título, fala de Mourinho e de CR7 numa entrevista à 'Gazzetta dello Sport'

• Foto: EPA

Paulo Fonseca confessou numa entrevista à 'Gazzetta dello Sport' que está muito feliz em Roma. O treinador português está a gostar do futebol italiano e não esconde a intenção de conquistar um título nos tempos vindouros.

"O objetivo esta época é classificar a Roma entre os quatro primeiros e vencer um título com o clube até ao fim do meu contrato em 2021", considerou o técnico. "Estou muito satisfeito com a nossa equipa e com esta experiência no futebol italiano. É um grande desafio treinar em Itália, onde existem muitas equipas e muitos treinadores fortes. Cada jogo é diferente com exigências diferentes, é difícil vencer jogos na Serie A, mas estou muito contente de estar aqui. Sou otimista, acredito que 2020 vai ser ainda melhor que 2019."

Sobre o campeonato, não tem dúvidas quem é o favorito ao triunfo.  "A Juventus é a equipa mais completa e portanto é a favorita à vitória, mas até hoje o Inter demonstrou estar ao seu nível. Lautaro Martinez é muito forte. A Lazio tem Immobile que é um grande jogador e as pequenas/médias equipas italianas também têm jogadores muito bons. O Cagliari, por exemplo, que é a grande revelação do campeonato."

O treinador foi desafiado a fazer uma promessa caso conquiste um título e surpreendeu ao explicar que não voltará a vestir-se de Zorro, personagem que aprecia desde miúdo. "Tenho uma bateria que me foi oferecida há dois anos pelo presidente do Shakthar e tentei aprender com aulas no YouTube, é mais fácil que toque bateria se ganhar um título com a Roma do que voltar a vestir-me de Zorro. Posso tentar uma música dos U2, mas tenho de estudar muito", explicou.

A paixão pelo Zorro vem da infância. "Sempre gostei muito do Zorro, talvez porque ele combatia as injustiças e eu venho de uma família humilde, mas sem problemas económicos. O meu pai era operário metalúrgico e a minha mãe doméstica. Este personagem que ajudava os mais frágeis e vulneráveis fascinava-me. Quando eu era criança, era simples e barato fantasiar-se de Zorro, um pau transformava-se numa espada e um chapéu passava a ser aquele do Zorro. Além disso, eu sempre tive uma grande paixão por cavalos e para mim o Zorro era o cavaleiro preto, isso alimentava ainda mais a minha fantasia."

Elogios a Mourinho

Paulo Fonseca não esconde a sua admiração por José Mourinho, que diz ser uma referência. "Até aos 26 ou 27 anos não pensava em ser treinador, mas depois dessa idade comecei a ver as coisas de forma diferente e a interessar-me por tudo o que fazíamos nos treinos. A grande reviravolta foi com Mourinho, o maior treinador da nossa história. Cruzámo-nos poucas vezes, mas existe um respeito recíproco. Ele marcou uma transformação na profissão de treinador em Portugal e na forma de preparar os treinos. O Mourinho e o professor Vítor Frade foram grandes referências para treinadores como eu em início de carreira, mas recebi influências de todos os treinadores com quem trabalhei como jogador, especialmente de dois: o Jean Paul, que no Sporting foi também responsável pela evolução de Quaresma e Cristiano Ronaldo, e do Jorge Jesus agora no Flamengo."

Sobre a Liga dos Campeões, o treinador aposta em Real Madrid, Barcelona, Manchester City, PSG ou Liverpool" como potenciais vencedores mas, já no que diz respeito à escolha entre Cristiano Ronaldo e Messi... "É difícil escolher, são muito diferentes, mas como português digo Ronaldo. É uma questão de coração e acho que Portugal pode vencer o Europeu."

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