Pedro Mendes: «Não sabemos o que será o nosso futuro»

"O clube ainda não foi dissolvido nem desistiu de disputar a Serie A italiana"...

Pedro Mendes: «Não sabemos o que será o nosso futuro»
Pedro Mendes: «Não sabemos o que será o nosso futuro» • Foto: getty images
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O adiamento do jogo entre o Parma e a Udinese, previsto para hoje à tarde, motivou uma série de notícias que apontavam para a desistência do Parma da Seria A e despromoção automática ao segundo escalão. No entanto, esse cenário foi negado por Pedro Mendes, embora sublinhando que o cenário é cada vez mais difícil de perceber.

“A situação está complicada, mas o Parma ainda não foi dissolvido nem desistiu de disputar a Seria A”, garantiu a Record o defesa português que se juntou ao clube no início da época e que desde há dois meses tem como companheiro Silvestre Varela.

“Mas essa é a situação hoje (ontem), pois para a semana tudo pode mudar. O que é verdade é que por motivos de segurança o jogo com a Udinese foi adiado. Não havia dinheiro para pagar aos stewards. A federação tentou que o jogo se fizesse à porta fechada, mas nem nós, Parma, nem a Udinese, aceitaram, pois seria uma falta de respeito para com os adeptos, que não tem culpa da situação”.

Futuro incerto

Ainda segundo Pedro Mendes, não é fácil perceber o que irá passar-se. “A câmara municipal quer que o seu estádio se mantenha na Serie A e por isso parece estar a tentar salvar a situação. Os dirigentes procuram encontrar investidores, mas também se fala de cenários de falência controlada. Não sabemos o que será o nosso futuro,” acrescentou o jogador.

Se o Parma declarar falência e abandonar a Serie A, os regulamentos preveem que os resultados de todos os jogos sejam anulados e atribuída derrota por 3-0 ao Parma.
A verdade é que os jogadores não recebem há vários meses, conforme confirmou Pedro Mendes. “O meu último ordenado é de julho de 2014. Meu e de todos os jogadores, mas há treinadores e outros colaboradores que não recebem há mais de um ano”, sublinhou o defesa.

O Parma segue em último lugar na Serie A e terá pelo menos 100 milhões de euros em dívidas a fornecedores, jogadores, técnicos e demais funcionários.

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