Revelados códigos que chefe dos árbitros usava para influenciar VAR em Itália: «Um era o pedra-papel-tesoura»

Ex-árbitro conta mais pormenores do escândalo que tem abalado o futebol transalpino

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Gianluca Rocchi é o principal alvo da investigação
Gianluca Rocchi é o principal alvo da investigação • Foto: AP

São cada vez mais os detalhes a vir a público acerca do que tem agitado o futebol italiano. Desta feita, o ex-árbitro Pasquale de Meo revelou que Gianluca Rocchi, chefe dos árbitros no país e principal alvo da investigação, criou códigos secretos para influenciar as decisões dos videoárbitros.

Eram gestos decididos em reuniões privadas de árbitros, que se realizavam semanalmente. Por exemplo, um deles era pedra-papel-tesoura", começa por contar o antigo juiz, em declarações à 'AGI'.

De acordo com Di Pasquale, era frequente dirigir-se à janela da sala do VAR, que opera em Lissone, para fazer este tipo de gestos de modo a instruir e pressionar os videoárbitros.

"Fazer gestos através das janelas era habitual. Todos sabiam disso e sentiam-se incomodados. O VAR e o AVAR foram concebidos para serem autónomos: ninguém pode intervir a partir do exterior", afirma. 

Recorde-se que Gianluca Rocchi está a ser investigado por fraude desportiva. O antigo árbitro é acusado de fazer nomeações com o propósito de beneficiar determinados clubes - com o Inter Milão a ser apontado como prinicipal beneficiário - e de pressionar os videoárbitros.

Entretanto, a imprensa italiana revelou os restantes sete nomes que estão a ser investigados: Andrea Gervasioni (supervisor do VAR) e os árbitros Daniele Paterna, Dominic Rocca, Daniele Doveri, Andrea Colombo, Simone Sozza e Fabio Maresca.

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