Romelu Lukaku: «Nunca perdoarei André Villas-Boas»

Avançado garante que uma decisão do técnico português o impediu de conquistar a Champions League em 2011/12

Romelu Lukaku garante que nunca irá perdoar André Villas-Boas por tê-lo impedido a participar na caminhada do Chelsea rumo à conquista da Champions League, em 2011/12. De que forma? Ao não incluir o internacional belga na lista de jogadores inscritos na UEFA. O agora avançado do Inter Milão até viajou com a equipa para Munique, onde teve lugar a final, comemorou com a equipa, mas recusou-se a tocar no troféu, por reconhecer que nada tinha feito para conquistar aquele título.

"Di Matteo [que substituiu Villas-Boas no comando da formação londrina] disse-me que eu ficaria com a equipa até depois da final. Ele entendeu que todos deveriam estar presentes, incluindo aqueles que estavam suspensos e os poucos jovens que não integravam a equipa da Liga dos Campeões. Sou-lhe agradecido por isso", assume Lukaku, concretizando: "Aquela vitória era algo com que sempre tinha sonhado, por isso, naquele momento queria era comemorar com a equipa."

"Aquela sensação, aos 19 anos, é muito boa. Estava feliz pelo clube, mas havia um homem que me tinha tirado aquele momento: o treinador anterior [André Villas-Boas]. Nunca vou perdoá-lo por isso", assegura o dianteiro, de 27 anos, em entrevista ao 'Het Laatste Nieuws', antes de explicar os motivos que o levam a não considerar aquele troféu como... seu.

"Não lhe toquei com um um dedo, porque, pessoalmente, eu não ganhei esse troféu. É assim o meu comportamento, desde que tinha 11 anos. Se não contribuí com nada, não é um troféu meu. Só se contribuires para uma taça ou um título podes exibi-lo", argumenta Lukaku, deixando para o final mais algumas críticas ao treinador português, atualmente ao serviço do Marselha.

"Uma vez pôs-me a jogar como extremo esquerdo e outra como extremo direito. Assim, não consegues desenvolver-te. Então, em determinada altura, tens de pensar em ti. Disse ao clube o que achava disso. Eu sei: Villas-Boas também estava sob pressão. Mas era por isso que não me devia tratar daquela forma", entende o antigo futebolista do Chelsea, que manteve uma relação mais saudável com Roberto Di Matteo, o italiano que acabou por conduzir os ingleses à conquista da Champions.

"Aproximou-se de mim de uma forma completamente diferente. Envolveu-me em tudo de imediato. E isso deveria ter acontecido muito antes. Realmente nunca perdoarei ao treinador anterior", insiste o avançado do Inter Milão.

Por João Lopes
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