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O final dramático na receção ao Chievo deu lugar à festa no balneário do Nápoles. Ontem comemorou-se o triunfo (2-1), que mantém a equipa do português Mário Rui (alinhou os 90 minutos) na luta pelo título com a Juventus, e hoje vai haver... bolo. Pelo menos, foi esta a promessa de Diawara, o autor do golo da sofrida vitória, obtido já na compensação.
O médio da Guiné-Conacri, de 20 anos, que chegou a Itália em 2015, estreou-se a marcar na Serie A ao fim de 69 jogos e não escondeu a emoção. "Dedico este golo à minha mãe, que morreu um ano antes de eu vir para a Itália e não teve a oportunidade de me ver jogar na Série A. Todos me deram os parabéns. Pagar-lhes um jantar? Vou levar um bolo para lhes agradecer", declarou um sorridente Diawara, lamentando só as oportunidades desperdiçadas. E a mais flagrante aconteceu aos 50 minutos, quando Mertens não conseguiu bater Sorrentino da marca de penálti. Também não era fácil, pois o guardião do Chievo defendeu três dos últimos quatro remates dos 11 metros que enfrentou.
E quem não marca... sofre. Aos 73’, Stepinski aproveitou um erro da defesa napolitana para deixar o Chievo em vantagem. Sarri desesperava, mas a reviravolta chegou nos instantes finais: Milik empatou aos 89’ e Diawara consumou a ‘cambalhota’ aos 90’+3, na sequência de um canto, com um remate colocado: "Não esperava marcar assim, mas a bola veio e eu... rematei."
Por Aurélio de Macedo