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Marco Materazzi: «Mourinho nunca foi tão amado como no Inter Milão»

• Foto: Getty Images

Domingo é dia de Inter Milão-Roma, uma partida que marcará dois reencontros de atuais elementos dos romanos com os nerazzurri. E a receção que terão será um total oposto. José Mourinho será novamente recebido como um herói entre os fãs do clube milanês, ao contrário de Romelu Lukaku, a quem se espera que seja dado um tratamento hostil, por conta da troca de equipas esta temporada. Na ótica de Marco Materazzi, antigo defesa do Inter, a diferença de tratamento deve-se essencialmente à forma como os dois comunicaram e deram a entender os passos seguintes na carreira.

"Por que razão San Siro vai assobiar o Lukaku e nunca assobiou o Mourinho? Não é difícil perceber, acho eu. O Lukaku devia ter dito 'foi fantástico, obrigado por tudo, etc.'. Tudo o que tinha de fazer era ter dito isso antes", começou por explicar, à 'La Gazzetta dello Sport'.

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A verdade é que Mourinho também não anunciou publicamente a sua saída, mas Materazzi encontra diferenças. "Ele não o disse de forma pública, mas estávamos a preparar uma final da Liga dos Campeões, não um torneio amador. Além disso, o presidente Massimo Moratti praticamente já o tinha dito. E nós já nos conhecíamos, não era preciso palavras, apenas olhares eram suficientes."

Na opinião do antigo defesa, a diferença quanto a Lukaku foi o "silêncio e o timing". "Ele disse que ia falar, que muitas coisas serão entendidas. Espero que sim, mas os fãs do Inter ainda estão à espera. Se tivesse de fazer uma escolha destas, já me teria explicado. Há coisas que não precisas de dizer, como naquela noite de Madrid [antes da saída de Mourinho], mas há outras alturas nas quais é importante explicar".

De resto, Materazzi voltou atrás no tempo, precisamente para lembrar a tal final da Liga dos Campeões de 2010 e o famoso abraço ao técnico português. "Tentei convencê-lo uma última vez. Coloquei a camisola a tapar a minha boca, para que as pessoas não entendessem, mas eu estava a dizer-lhe 'fica cá, ninguém te vai amar tanto como na nossa família'. O que posso dizer agora é que provavelmente nunca foi tão amado assim. Esses dois anos foram uma história única. Não necessariamente melhor do que outras, mas certamente única", acrescentou.

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Por Record
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