Paulo Fonseca agradece a adeptos ingleses pelo fim da Superliga: «Poderia ter matado o futebol»

Treinador da Roma assume estar "orgulhoso" pelo desfecho da competição

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• Foto: Lusa/EPA
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Em entrevista à ESPN, Paulo Fonseca foi desafiado a comentar o desfecho da Superliga Europeia e disse estar "orgulhoso" pelo facto de a vontade dos adeptos, jogadores e treinadores ter prevalecido aos interesses dos grandes clubes. 

"Quando vi a notícia, primeiro fiquei muito preocupado, mas agora estou muito orgulhoso. Sinto orgulho de fazer parte do futebol. Acho que demos um grande exemplo para o mundo e para a sociedade. O mais importante são os adeptos. Eu entendo que os maiores clubes querem mais dinheiro, mas também são os que gastam mais dinheiro. São eles que pagam 100 milhões de euros pelos jogadores. E isso cria um problema para os clubes mais pequenos. É egoísmo da parte deles", começou por referir o treinador português, lembrando a importância que os protestos dos adeptos nas ruas, nomeadamente dos ingleses, tiveram para que a Superliga caísse dois dias depois de ser anunciada.

"Agradeço aos adeptos, aos jogadores, aos treinadores, a todos aqueles que se posicionaram contra isso. Se a Superliga tivesse acontecido, poderia ter matado o futebol de verdade. E eu penso no que aconteceu em Inglaterra, ver as pessoas na rua, a fazer a sua voz ser ouvida, e foi incrível. Estou muito orgulhoso deles e devo dizer 'obrigado'""; concluiu Paulo Fonseca.

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