Idalina Costa: «Sempre incentivei o Miguel e o Nuno a serem futebolistas»
Idalina Costa, mãe do futebolista do Sporting, Miguel Lopes, e do jogador do Apollon Limassol, Nuno Lopes...
No dia em que se celebra o Dia da Mãe, Record falou com Idalina Costa, de 49 anos, que não escondeu o orgulho que sente pelos dois filhos, os gémeos bem conhecidos do futebol: o futebolista do Sporting, Miguel Lopes, e o jogador do Apollon Limassol, Nuno Lopes. Incentivou-os a dedicarem-se à profissão e contou as dificuldades de os criar sozinha.
RECORD – Como é a relação entre mãe e filhos?
IDALINACOSTA – Ótima. Sou mãe e, acima de tudo, amiga.
R – Teve de fazer muitos sacrifícios para os criar?
IC – Tive de deixar de trabalhar em lojas, porque o ordenado era muito baixo, e comecei a trabalhar como mulher-a-dias, porque pagavam mais.
R – Como recorda o dia em que percebeu que o futebol ia fazer parte da vida deles para sempre?
IC – À medida que foram avançando de clube para clube, fui-me apercebendo que eles iam ser profissionais e que a vida deles iria ser esta. Fico muito orgulhosa e feliz, porque valeu a pena tudo o que fiz.
R – Já pensou deixar de trabalhar para os acompanhar?
IC – Não é que não gostasse, mas entendo que tendo saúde e podendo ainda trabalhar, não é necessário.
R – Onde trabalha?
IC – Sou empregada doméstica, em casa de um casal.
R – O Nuno está no Chipre e o Miguel também já esteve fora. Como lida com as saudades?
IC – Quando os meus filhos começaram a jogar em clubes estrangeiros, foi difícil para mim, porque senti-me muito sozinha. Dediquei-lhes toda a minha vida e, quando fiquei sem eles, senti um vazio enorme.
R – Alguma vez duvidou que o futebol era o melhor para eles?
IC – Não! É difícil criar dois filhos sozinha e tinha medo que eles fossem por caminhos menos bons. Ainda para mais vivíamos e ainda vivo em Chelas, que na altura era bastante problemático. O receio que eles fossem por caminhos terríveis fez com que sempre os incentivasse para seguirem a profissão de futebolistas.
R – Qual lhe deu mais dores de cabeça?
IC – Deram os dois, porque o que um fazia o outro fazia também.
R – E qual é que é mais afetuoso?
IC – O Miguel acaba por ser um pouco mais afetuoso do que o irmão.
R – Se não fossem futebolistas, gostava que tivessem seguido que profissão?
IC – O que eles gostassem de ser. Sentiria tanto orgulho deles como sinto agora.
R – Gostava de os ver defender o emblema de que clube?
IC – Onde o Miguel está agora, porque o Sporting é o meu clube de coração.
R – Como é enquanto adepta?
IC – Fico preocupada, porque tenho muito receio das lesões. Mas vibro muito, e então quando eles jogam bem, é maravilhoso. Mas quando jogam mal também lhes digo, sou muito crítica. Rita Féteira