Jimmy P: «Troquei a bola pela música»
Apresentou o primeiro álbum a solo, “#1”, em 2013 e a receção não podia ter sido melhor. O disco esgotou em pouco mais de um mês, conta o músico, que se prepara para editar o novo trabalho, “#2”, em 2015. Este é o resultado da escolha de Joel Plácido, Jimmy P para a música, que trocou os relvados pelos palcos. Filho de Jorge Plácido, antigo internacional português, que passou pelo FC Porto e Sporting, herdou do pai o gosto pelo futebol, mas também pela música.
Jogou no Boavista, Salgueiros e nos clubes em França por onde o pai passou. Regressa a Portugal para jogar no clube do dragão. “A partir do momento em que estou a treinar no FC Porto, descubro realmente que gosto de fazer música, de escrever, fazer refrões, compor. Foi nessa altura que o futebol ficou de parte”, recorda a Record. “Definitivamente, troquei a bola pela música”, confessa este adepto portista. Mas foi a música que subiu de tom para o extremo-esquerdo. Jorge Plácido não ficou desiludido, mas “orgulhoso”. “O meu pai é um apaixonado pela música. Sempre disse que se não tivesse sido jogador de futebol gostava de ter sido músico”, lembra o filho. Embora Jimmy P faça música há mais de uma década, só há cerca de três anos é que arriscou. “Estava a trabalhar como gestor de uma marca. Gostava muito do que fazia, mas decidi dedicar-me inteiramente à música, porque é o que me apaixona verdadeiramente”, conta. Começou a experimentar, a fazer participações em projetos, e o “feedback” foi “muito bom” levando-o a estrear-se a solo com “#1”.
“Foi uma surpresa muito boa, porque esgotou em pouco mais de um mês. Inevitavelmente gerou coisas muito boas”, diz, referindo-se aos palcos nacionais que pisou de norte a sul do país. Um sucesso que o fez ser distinguido como Melhor Artista Revelação no Portuguese Festival Awards, em novembro. Agora prepara-se para lançar, no mês de fevereiro “#2”, do qual já é conhecido o tema “Marcha”. “Este meu segundo disco vai de encontro ao momento que estou a viver”, afirma.
Pai com “jeito” para a música
Não foi só a paixão pelo futebol que Jimmy P herdou do pai. “Toda a música que comecei a ouvir foi através dele, ouvia Bob Marley, Peter Tosh, música tradicional de Angola, samba”, enumera. O rapper começou a criar o seu próprio gosto musical, mas muitas das influências que tem hoje devem-se às músicas que Jorge Plácido lhe dava a ouvir. E isso nota-se no que faz. “O meu primeiro disco era muito heterogéneo e eclético porque tinha um bocado de rock, samba, bossa nova”, conta este apaixonado pelo universo hip hop e R&B, que já se imaginou no palco com o pai. “Ele gosta de tudo o que são instrumentos de percussão. Tem jeito e escreve uns textos bonitos. Já pensei fazermos algo numa ocasião especial”, admite.