Tiago Velho: «Ser solidário não dói»

Tiago Velho é observador de um empresário da nossa praça mas não limita a sua atenção ao que se passa nos campos de futebol. De há dois anos a esta parte, o jovem de Famalicão dedica muito do seu tempo a ajudar crianças com vidas difíceis. São os casos de Gino Gabriel e Pedro Miguel, de Espinho, e de Rúben e Lara, de Ronfe. Os primeiros são irmãos e ficaram órfãos quando o pai morreu num incêndio que destruiu o lar onde viviam, conseguindo antes pôr a salvo a esposa, que faleceu seis meses mais tarde, e os filhos. Rúben e Lara, por seu lado, foram abandonados pela mãe.

Tiago Velho envolveu a comunidade futebolística na recolha de fundos para ajudar estas crianças. Um dos objetivos passa por reconstruir a casa de Gino e Pedro. Os jogadores que contacta oferecem camisolas e chuteiras que Tiago vende, disponibilizando ainda contas bancárias para onde possam ser dirigidos donativos. O central Paulo Oliveira, do Sporting, foi um dos primeiros a ajudar, oferecendo as suas chuteiras, e Yohan Tavares, do Estoril, é um dos que mais se envolveu nas campanhas, mantendo uma ligação direta com Tiago Velho. Raul Meireles, na sua recente visita a Portugal, ao serviço do Fenerbahçe, prometeu enviar uma camisola. "Ser solidário não dói e o futebol tem sido solidário com estes miúdos e por isso aproveito para agradecer a todos os jogadores e treinadores que já colaboraram", comove-se Tiago Velho, pouco depois de oferecer ao Rúben, de 5 anos, o tablet que todos os seus amigos de escola tinham e pelo qual chorava há muitas semanas. 

Por Eugénio Queirós
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