Carlos Lopes: Não podemos pensar no que não temos

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Na infância sempre gostei de correr e percebi que era possível fazer atletismo de competição, integrado em equipa para pessoas com deficiência. Não hesitei e comecei a treinar em Outubro de 1998. No ano seguinte, na minha primeira participação internacional, num campeonato da Europa, conquistei a primeira medalha de prata para Portugal nos 800 m.

Estes são os jogos que terminarão um ciclo de vitórias e de competição. Embora me sinta bem fisicamente, tenho outros projectos igualmente aliciantes e que serão um grande desafio.

Vou participar em duas provas muito competitivas, em que a discussão pelo pódio é muito forte -- os 100 metros e a estafeta dos 4x100 metros.

Ficarei muito satisfeito se conseguir chegar à final. No caso dos 4x100, o desempenho é muito imprevisível, pois basta uma má passagem de testemunho para que a prova corra mal. Porém, temos equipa para estar no pódio.

Sinto uma energia positiva no dia-a-dia, que me torna possível obter bons resultados quer na vida desportiva quer na pessoal. No fundo, o meu conselho é que as pessoas conheçam as suas capacidades e as valorizem. Não podemos passar a vida a pensar naquilo que não temos.

Para interagir com os portugueses que vão competir nos Jogos Paralímpicos, em Pequim, de 6 a 20 de Setembro, visite o blogue www.enistoquesomosbons.blogspot.com

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