Gabriel Macchi: Desporto deve fazer parte da vida
Comecei a fazer atletismo quando tinha 14 anos, altura em que quis acompanhar o meu pai nas suas maratonas. Estávamos na Argentina, país onde nasci.
Como possuo uma insuficiência visual, fruto de um glaucoma juvenil, fui perdendo progressivamente a visão, o que me levou a procurar o desporto adaptado. Em 2006 entrei na minha primeira competição e consegui ser campeão nacional dos 5.000 metros.
Vou estrear-me nos Jogos Paralímpicos e praticamente na maratona. Em Pequim, o objectivo é participar e fazer o melhor possível. A nível europeu, tenho confiança de que obterei uma boa posição. Já ao nível africano a concorrência é quase imbatível.
O desporto adaptado em Portugal está melhor, mas ainda falta fazer muito para alcançar a tão falada inclusão da população com deficiência. No caso das deficiências motoras, ao serem “visíveis”, sente-se muito mais discriminação. A sociedade em geral ainda não está sensível às pessoas com deficiência e esquece-se que têm os mesmos objectivos das outras ditas normais.
Quer seja na alta competição ou por puro lazer, é bom que o desporto faça parte da vida das pessoas, mesmo que seja só meia hora diária.
Para interagir com os portugueses que vão competir nos Jogos Paralímpicos, em Pequim, de 6 a 20 de Setembro, visite o blogue www.enistoquesomosbons.blogspot.com