INTERISCAS: Artem Melnychuk em destaque no segundo dia

O avô foi selecionador nacional de basquetebol e o pai é o atual treinador do Eléctrico FC...

INTERISCAS: Artem Melnychuk em destaque no segundo dia
INTERISCAS: Artem Melnychuk em destaque no segundo dia • Foto: Bruno Pires
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Competição, convívio e divertimento. Eis três dos ingredientes que fazem do INTERISCAS uma verdadeira festa para os cerca de 400 atletas que, desde quarta-feira, em Coimbra, participam na 20.ª edição e que não hesitam no momento de apelidar de família a organização. Ora, nesta prova, que é já a segunda maior do país a nível de desporto universitário, está representada precisamente... uma família ucraniana de craques, que tem um passado ilustre na história do basquetebol português. Falamos de Artem Melnychuk – neto de Valentyn Melnychuk, antigo selecionador nacional, e filho Andryi Melnychuk, atual treinador do Eléctrico FC –, que tem sido uma das figuras da equipa do Instituto Superior de Administração e Contabilidade de Lisboa (ISCAL).

"É a primeira vez que participo, pois entrei na faculdade este ano. Surgiu a oportunidade de vir jogar e decidi aproveitar", começou por dizer o jogador de 18 anos a Record, antes de confessar que o basquetebol já faz parte do ADN da família: "No início até nem tinha muita vontade de jogar, mas o meu avô e o meu pai incentivaram-me e agora não troco a modalidade por nada. Tudo o que sei foram eles que me ensinaram."

Vidas cruzadas

Curiosamente, quis o destino que a carreira de Artem Melnychuk, que ainda agora está no início, se cruzasse com a do pai, Andryi, no Eléctrico FC (Proliga). "É uma ótima sensação ser treinado pelo meu pai, damo-nos muito bem. Está sempre a motivar-me a fazer mais e melhor e transmite-me muita confiança. Por outro lado, também sou sempre o mais criticado e aquele que ‘leva mais na cabeça’", atirou, entre risos, o jovem que se tem dado nas vistas ao longo da competição.

Para já, Artem quer apenas desfrutar do INTERISCAS, pois o futuro é ainda muito incerto. "Sinceramente, não tenho objetivos concretos. Quero apenas evoluir na minha equipa e chegar o mais longe possível", revelou o jovem, admitindo, porém, que mantém vivo o sonho de "um dia, poder fazer carreira no basquetebol."

Lisboa tem vantagem

É o dia de todas as decisões. O INTERISCAS termina hoje e, como tal, serão coroados os vencedores. No entanto, ao fim do segundo dia, o ISCAL conta já com uma importante vantagem, que pode vir a ser decisiva nas contas finais. É verdade que, no fim, os critérios de desempate serão diferentes dos utilizados até então, contudo, nesta altura, os estudantes lisboetas lideram a classificação preliminar (somatório de todas as modalidades), com 34 pontos, mais quatro que a equipa da casa, o ISCAC, que soma 30. A completar o pódio provisório surge o ISCAP, com 29 pontos, enquanto o ISCAA ocupa a quarta e última posição com apenas 13 pontos.

Elas impõem respeito

Um dos jogos mais emocionantes do segundo dia de prova opôs o ISCAC ao ISCAP, em basquetebol. Não só pelo que se passava dentro de campo, mas sobretudo pelo espetáculo que decorria nos bancos. Apesar de se tratar de um encontro masculino, as ordens eram ditadas... no feminino. Ariana Choon, que detém o recorde de prémios individuais na competição – nos três anos que participou foi sempre eleita a melhor jogadora –, é a treinadora da equipa conimbricence, enquanto Luísa Bouças desempenha as funções de responsável do conjunto nortenho. "É complicado, porque é necessário conciliar todos os feitios em prol da equipa", explicou Luísa, enquanto Ariana não escondeu a felicidade: "Estou muito orgulhosa. Fizeram tudo o que lhes pedi."

Recorde sem direito a festa

O dia era de festa para Pedro Inglês. A atuar em casa, perante a irrepreensível claque, o jogador da equipa de voleibol do Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra (ISCAC) participava pela sexta (!) vez no INTERISCAS. Um recorde que, no entanto, não teve direito a sorrisos.

"É um dia infeliz para mim. Fiz uma entorse no joelho direito logo no primeiro jogo do dia, mas são coisas que acontecem", lamentou o jovem, de 24 anos, explicando os motivos que o levam a manter-se fiel à competição: "Tenho um gosto enorme pela modalidade e pelos companheiros que tenho em campo. Além disso, é sempre um orgulho entrar com a camisola do ISCAC vestida, pois aprendemos a gostar da nossa escola e é como se de uma guerra se tratasse: estamos aqui para defender a nossa instituição."

Apesar do infortúnio, Pedro Inglês mostra-se satisfeito com o desenrolar da prova, que, garante, está "cada vez mais desenvolvida." "Nota-se um crescimento nos próprios jogos. Antes, os atletas participavam apenas pelo divertimento, agora já não é bem assim. Há uma maior vontade de vencer e todas as modalidades são encaradas com grande seriedade", ressalvou.

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