Pentatlo moderno: Portugal precisa dar um salto
Teresa Albuquerque, chefe de equipa da Selecção Nacional presente este fim-de-semana na final da Taça do Mundo das Caldas da Rainha, diz que Portugal tem de dar o salto para tornar o pentatlo moderno mais competitivo lá fora.
“Tem-se assistido a um grande desenvolvimento da modalidade no estrangeiro. As estrelas que vêm às Caldas da Rainha são todas profissionais, pois só assim podem ser competitivas ao mais alto nível”, explicou Teresa Albuquerque.
Mesmo assim, a técnica está optimista quanto ao futuro, acreditando que possam surgir apoios para maior envolvência dos atletas, de maneira a poderem optar pela dedicação total à modalidade, muito exigente em termos de infra-estruturas e horas de treino.
Carlos Campos, o actual expoente máximo do pentatlo moderno, com 7 títulos nacionais consecutivos, é um bom exemplo da falta de continuidade dos projectos. O atleta dos Antigos Alunos do Colégio Militar foi campeão europeu de juniores (2001), mas depois a sua integração nas elites – falhou por um lugar o apuramento para Atenas’04 – não teve o devido apoio, pelo que acabou por fazer opções, dedicando-se aos estudos para garantir o futuro profissional na Força Aérea. O seu regresso nas Caldas da Rainha é aguardado com expectativa.