Dragão agitador, leão mexido e águia contida

O balanço da janela de transferências dos três grandes

Fechou ontem mais uma janela de transferências de janeiro e, como não poderia deixar de ser, Sporting, Benfica e FC Porto realizaram vários ajustes ao seu plantel. Ao cabo de um mês, os três grandes fizeram várias contratações e vendas, embora em níveis diferentes, assumindo posturas distintas no ataque a um mercado sempre muito específico.

Os dragões acabaram por ser os principais agitadores, terminando como o clube que mais gastou... mas também que mais arrecadou. Neste último caso, fruto de uma só transferência: Imbula, que no verão se havia tornado na contratação mais cara de sempre do futebol português, saiu para o Stoke City por 24 milhões de euros - mais quatro do que o valor que o FC Porto gastou com o médio no verão. De resto, José Peseiro recebeu apenas três jogadores mas contratados de forma cirúrgica e... desviados do Sporting. Suk, Marega e José Sá custaram, em conjunto, 6,5 milhões de euros e estiveram todos na órbita do leão. Contas feitas, a SAD portista acabou com um lucro de 17,5 milhões, bem podendo agradecê-lo ao "Ferrari" que tanto tempo andou na garagem e que agora seguiu viagem para Inglaterra.

Mas o Sporting, pese o facto de ter visto aquele trio seguir para a Invicta, acabou ainda assim como o grande que mais contratações fez: seis (incluindo aqui o regresso de Rúben Semedo). Bruno César, Schelotto, Zeegelaar, Coates e Barcos custaram, em conjunto, 3,3 milhões de euros aos cofres da SAD. A fatia de leão provém do avançado argentino, por quem o clube pagou 3 milhões, juntando-se 300 mil euros do lateral ex-Rio Ave. Os restantes elementos vieram por empréstimo ou a custo zero após rescisão com os respetivos clubes. No que toca a saídas, o Sporting bem pode "agradecer" a Fredy Montero. A venda do colombiano ao Tianjin Teda rendeu, por si, 5 milhões de euros, permitindo à SAD encerrar a janela com luz verde - lucro de 1,8 milhões.

Já o Benfica adotou uma postura mais ponderada neste mercado, contratando dois elementos mais com vista ao futuro - Grimaldo e Luka Jovic - e vendo regressar um elemento da casa, Raphael Guzzo, que estava emprestado ao Tondela. Os encarnados gastaram 3,7 milhões de euros para trazer o espanhol e o sérvio, um valor igual ao do prejuízo da SAD nesta janela. Isto porque nenhuma das saídas rendeu qualquer verba às águias, já que o valor da venda de Clésio não foi divulgado e os restantes futebolistas saíram todos por empréstimo.

Por João Socorro Viegas
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