Halterofilismo: Portugal falha presença em Paris

A ACTUAL situação de ”estrangulamento” financeiro – imposto pelo IND após abertura de um inquérito e consequente aplicação de uma auditoria às contas federativas – a que está sujeita a Federação Portuguesa de Halterofilismo, devido ao ”caso das verbas não declaradas” da exploração de uma sala de musculação, processo datado de 1998, está a afectar profundamente toda a actividade de alta-competição da temporada de 1999/2000.

De 1998 até à data, a FPH reclama um débito ao IND no valor de 48 000 contos, montante que não será reposto enquanto não for efectuada a urgente auditoria. Uma ”asfixia” financeira que já começou a fazer estragos, pois a selecção lusa estará ausente de uma das mais importantes provas do calendário internacional, precisamente o Campeonato da União Europeia, prova que se realiza entre 17 e 20 deste mês, em Paris. Por outro lado, e relativamente aos contratos-programa de 1999, o mesmo só foi consignado em Julho, tendo o IND apenas desbloqueado uma verba de 30 mil contos, ”exactamente metade daquilo que costumamos receber, isto é, do que nos foi atribuído, por exemplo, em 1998. Se não fosse a exploração da sala de musculação no Complexo de Desportos de Almada, não sei como poderíamos sobreviver”, salientou Costa Pedro, presidente da FPH.

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O líder federativo não entende esta demora, por parte do IND, na marcação de uma auditoria. ”É incompreensível e uma situação insustentável.

Só neste país é que estamos à espera dois anos por uma auditoria”, criticou Costa Pedro, o qual também revelou que a Federação já recebeu uma carta do IND, com a informação de que já tinha sido escolhida a empresa que vai realizar a investigação às contas federativas.

”Devemos dinheiro a técnicos, jogadores e árbitros. Subsistimos com grande dificuldade”, frisou Costa Pedro.

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Jorge Felício, director técnico nacional, também lamenta toda esta situação. ”Os actuais meios são insuficientes para trabalhar ao nível da alta competição”, sustentou.

O DTN adiantou que Nuno Alves, o melhor halterofilista luso de actualidade e que estava integrado no projecto Sydney, perdeu esse estatuto devido a uma persistente lesão nas costas (contractura na região lombar). ”

Já é certo que também não vamos ter atletas nos Jogos”, concluiu.

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ANTÓNIO BARROS

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