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“Uma lenda do beisebol e um ícone americano.” É assim que a América retrata um dos seus heróis, Joe DiMaggio, que se fosse vivo completaria hoje 100 anos. É um campeão imortal porque as gerações passam e ele continua a deter, todavia, alguns recordes que, pelos vistos, estão longe de serem superados.
O homem que não suportou o peso da popularidade do casamento com a mediática Marilyn Monroe, também não resistiu à doença e a 8 de março de 1999 faleceu na sua residência em Hollywood (na Florida), rodeado da família e amigos mais íntimos, devido a um cancro num pulmão – era um fumador incorrigível. O antigo campeão tinha sido operado meses antes, mas teve várias recaídas. E já não foi a tempo de receber a prenda que os jogadores dos Yankees estavam a preparar. Seria ele a lançar a bola no primeiro jogo da temporada, a 9 de abril.
Ficou o mito e muito mais. Joe DiMaggio personificava “a dignidade, a graça e a elegância”, segundo palavras do seu irmão mais novo, Dominic, também ele um antigo jogador de beisebol, que considera DiMaggio um dos grandes heróis do desporto nos Estados Unidos no século 20.
Joe DiMaggio é dos tais casos raros que reúne o consenso entre os adeptos do beisebol. Depois de 13 temporadas como jogador e após conquistar o último troféu da carreira na Liga ao serviço dos Yankees, Maggio retirou-se. Estávamos a 10 de outubro de 1951 e, para surpresa de muita gente, não esperou mais de quatro anos para ser nomeado para o Panteão da Fama, em 1955. E volvidos 14 anos, não havia qualquer dúvida: Maggio era referenciado como o melhor jogador de sempre na modalidade, que é tida como “o passatempo favorito da América”.
Recordista
Tudo isto não teria sido possível se Joe DiMaggio não tivesse sido eleito o jogador mais valioso em 1939, 1941 e 1947 e de ter ganho o título na MLB por 9 vezes, além de ter feito 56 jogos consecutivos com, pelo menos, uma batida válida, o que ainda hoje é recorde da MLB. Acrescente-se os 361 “home runs” e 2.214 batidas. Um palmarés invejável para quem envergou a mítica camisola n.º 5 dos Yankees.
Joe DiMaggio inspirou escritores como Ernest Hemingway e cantores como o duo Simon & Garfunkel, que fez uma alusão ao beisebolista na canção “Mrs. Robinson”.
Infância
Filho de uma família de emigrantes italianos, Joe DiMaggio nunca se interessou por seguir as pisadas do pai, que tinha um negócio ligado à compra de peixe. Tinha de procurar outras paragens e ficou entusiasmado com a opção do seu irmão mais velho, Vince. Ingressou em 1932 nos S. Francisco Seals, uma equipa semiprofissional; em 1934 praticamente não jogou devido a uma lesão e a 3 de maio de 1936 Joe DiMaggio faz a estreia como profissional nos Yankees, que estavam há quatro anos sem conquistar o título. DiMaggio entraria logo para a história. Foi o primeiro a ganhar 4 campeonatos desde a estreia. Por isso lhe chamaram “Yankee Clipper”, pela sua agilidade.
Marilyn Monroe foi o verdadeiro amor
Quando Marilyn Monroe morreu em 1962, Joe DiMaggio perdeu o verdadeiro amor da sua vida. Nunca mais recuperou da perda, nunca mais voltaria a casar-se e nunca mais fez uma declaração pública sobre a deusa de Hollywood.
Toda a gente mais próxima do antigo campeão sabia que ele fez um contrato com uma florista, a Parisien Florist, de Hollywood, e três vezes por semana eram depositadas na campa uma dúzia de rosas vermelhas. Foi assim durante 20 anos.
Joe DiMaggio e Marilyn Monroe eram um casal feliz nos primeiros tempos do casamento, a 14 de janeiro de 1954 em San Francisco. Mas o enlace não chegou a durar um ano. Ao fim de nove meses separaram-se por Joe DiMaggio ser incapaz de se adaptar a viver com uma estrela do mundo do espetáculo nos EUA.
Ficariam amigos para sempre e chegaram a ser vistos de braço dado durante alguns anos, numa altura em que Marilyn despertava a atenção de muitos homens ligados ao mundo da arte e do cinema. O próximo marido de Marilyn seria o escritor e dramaturgo Arthur Miller. A ligação não demorou mais que três anos.
Marilyn viria a falecer a 5 de agosto de 1962 e foi Joe DiMaggio quem organizou o funeral. Há quem diga que nunca mais seria a mesma pessoa.
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