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António Areia admite "responsabilidade diferente, mas superboa" no Europeu de andebol

António Areia ao serviço da seleção de andebol
• Foto: DR

O ponta António Areia admitiu que a seleção portuguesa de andebol tem uma "responsabilidade diferente, mas superboa" no Europeu'2026, face aos resultados conseguidos no passado recente, e quer ajudar a superar o sexto lugar alcançado em 2020.

A caminho da sétima fase final com as cores lusas, entre Mundiais e Europeus, além dos Jogos Olímpicos Tóquio'2020, disputados em 2021 devido à pandemia de covid-19, Areia, de 35 anos, é um dos elementos mais velhos da convocatória de Paulo Jorge Pereira e encara a fase final deste ano à imagem da edição de 2020.

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"Acho que é especial, parece que voltámos a 2020. O sentimento é quase o mesmo, com um bocadinho de responsabilidade diferente, não só como atleta e como jogador experiente no seio do grupo, mas também devido aos resultados que a seleção tem feito nos últimos anos, em que temos mostrado o nosso nível muito elevado", recordou o ponta direito.

E acrescentou: "É uma responsabilidade superboa, de que gosto. Eu e o grupo todo gostamos de a acarretar às costas, porque temos capacidade para o fazer".

Em Rio Maior, durante o estágio rumo à nona fase final, o canhoto dos franceses do Tremblay lembrou a edição de 2020, na qual os lusos perderam contra a Alemanha (29-27), em Estocolmo.

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"Lembro-me perfeitamente, é impossível esquecer. E vou viver [esta fase final] de igual forma, porque acho que são momentos especiais e temos que aproveitar ao máximo. Participei na primeira competição em 2020 e o sentimento era deslumbrante. Agora, se calhar, já não me deslumbro tanto, mas continuo a sentir que é como se estivesse em 2020", contou.

Apesar de ser um dos mais velhos do grupo, juntamente com o pivô Victor Iturriza, Areia sente-se com "capacidade para continuar a ajudar" naquilo que lhe "for proposto".

O quarto lugar obtido no Mundial2025 ainda está bem presente na mente dos jogadores portugueses, pelo que na cidade de Herning, na Dinamarca, a vontade é de chegar, pelo menos, à medalha de bronze.

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"Acho que podemos ter o direito de sonhar em fazer coisas boas e melhores do que aquilo que fizemos. Se o melhor foi o quarto lugar, por que não uma medalha? Acho que é importante sonharmos com isto, pensarmos assim e encararmos desta forma a competição, porque, se nos damos a este direito, é sinal que nós todos temos essa crença de podermos fazer coisas muito boas e fazer melhor", justificou.

Contudo, deixou claro que, para Portugal conseguir uma eventual medalha, será preciso "trabalhar e correr o dobro" dos adversários, a começar já com a Roménia, no dia 16 de janeiro.

"É muito importante termos a noção de que, se calhar, vamos ter de trabalhar o dobro para o fazer, vamos ter que correr o dobro dos outros e eu acho que por isso é que este Europeu é especial. Acho que temos essa capacidade de superação", apontou.

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Areia reconheceu que "é importante ter os pés sempre no chão de que não vai ser fácil fazer igual", porque "já não foi fácil [o quarto lugar] no Mundial".

Portugal, que conta como melhor resultado no Europeu o sexto lugar alcançado em 2020, estreia-se no Grupo B diante da Roménia, no dia 16 de janeiro, seguindo-se o confronto com a Macedónia do Norte, dois dias depois, e a Dinamarca, anfitriã e tetracampeã campeã mundial, no dia 18, com todos os jogos a serem disputados na cidade dinamarquesa de Herning.

O Europeu de andebol realiza-se entre 15 de janeiro e 1 de fevereiro, em Oslo (Noruega), Herning (Dinamarca), Kristianstad e Malmö (Suécia).

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Por Lusa
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