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Serhiy Bebeshko mostrou-se muito crítico relativamente a quem não marca uma posição perante a guerra. O antigo selecionador ucraniano, de 54 anos, frisou que não faz sentido fingir que não está acontecer nada no seu país-natal e continuar a disputar as respetivas modalidades, aludindo aos casos dos russos e bielorrussos, no andebol.
"Vemos pessoas pacíficas a morrerem e os atletas afastam-se desse facto? Essa é provavelmente a posição deles. Tomei uma decisão diferente. Os jogadores naturais da Bielorrússia poderiam ter ficado no clube porque têm contrato, mas também saíram. Cada um toma a decisão que quiser, mas parece-me que ficar à margem e assistir silenciosamente às cidades a desmoronarem, a ver as pessoas a morrer e eles a jogar andebol ao mesmo tempo, é simplesmente inaceitável", vincou em declarações ao portal 'Tribuna'.
O campeão olímpico em 1992 abandonou os russos do Taganrog, que orientava, e com ele levou vários atletas bielorrussos, cuja decisão enaltece, ao contrário do que considerou relativamente aos que alinham no campeonato bielorrusso. "É perturbador. Observar apenas e ficar em silêncio é errado. Na Bielorrússia, pode dizer-se o que se quiser mas nada mudará por falarem. Então, preferem o silêncio total", reiterou Bebeshko.
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