Andebol de praia pretende refletir progresso das seleções jovens nos seniores

Federação deu a conhecer equipas técnicas para as próximas duas temporadas

• Foto: Carlos Barroso
A Federação de Andebol de Portugal (FAP) mostrou-se esta terça-feira empenhada em refletir nas seleções principais da vertente de praia o crescimento da formação, durante a apresentação das equipas técnicas para as próximas duas épocas.

"Para subir o nível nos seniores resta-nos acompanhar o que tem sido feito na formação, que está bastante bem, com seleções competitivas e a disputar provas internacionais. Temos todas as condições para dar qualidade ao andebol de praia português", apontou Paulo Félix, treinador dos escalões masculinos, numa videoconferência de imprensa.

Portugal participará nos Campeonatos da Europa de seniores e de sub-17 em Varna, na Bulgária, em julho de 2021, depois do quinto e sexto lugares alcançados pelas seleções masculinas e femininas daquela categoria jovem, respetivamente, em 2019, na Polónia.

"O Europeu de seniores não nos correu bem, mas estivemos excelentes nos Jogos de Praia do Mediterrâneo. Queremos disputar os melhores lugares, mesmo sendo bem mais complicado nesse patamar. Com a ajuda da federação iremos chegar a esse nível. Pode não ser já, mas o grande objetivo é alcançar o topo o mais rápido possível", agregou.

Paulo Félix será auxiliado por Nuno Silva nas equipas masculinas, enquanto o espanhol Agustín Collado passará a liderar as formações femininas, coadjuvado por Rui Medeiros, revelando a "grande aposta" federativa numa vertente "em crescendo a todos os níveis".

"No último ciclo de quatro anos fizemos um percurso notável ao nível de organização de eventos e de alavancagem das seleções. Temos grande confiança no trabalho, determinação e ambição desta equipa técnica e queremos estar com regularidade nas fases finais das várias competições", vincou Miguel Laranjeiro, presidente da FAP.

A recente inclusão inédita do andebol de praia nos Jogos Olímpicos Europeus, aprazados para 2023, na Polónia, encaixa nos planos federativos de "médio e longo prazo", volvidos dois anos após a medalha de prata nos Jogos Olímpicos da Juventude, na Argentina.

"Temos grandes desafios pela frente e esta entrada traz muito mais responsabilidade. Apesar de muitas incertezas, estamos certos que esta equipa técnica dá garantias de sucesso e tem gente mais do que habituada aos grandes palcos. A nossa fasquia está elevada e queremos que assim continue", referiu Mário Bernardes, coordenador técnico.

Apesar dos efeitos de um "ano duríssimo", que aportou uma "época completamente em branco", devido à pandemia de covid-19, o andebol de praia português saiu "mais forte", até porque "os clubes não pararam e houve uma forte aposta na partilha de ideias".

"Isso fez com que a modalidade não desaparecesse do mapa. As competições já estão todas perfeitamente planeadas para 2021. Se houver essa possibilidade e as coisas se mantiverem tal como estão, vamos competir em estádios sem público, procurando desenvolver a nossa competição interna e alguma competição internacional", desejou.

Por Lusa

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