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Andebol: Governo reconhece êxitos da modalidade

CARLOS RESENDE E PAULO MORGADO RECEBERAM MEDALHA DE MÉRITO DESPORTIVO

Andebol: Governo reconhece êxitos da modalidade
Andebol: Governo reconhece êxitos da modalidade

CARLOS Resende e Paulo Morgado foram quarta-feira agraciados com a medalha de Mérito Desportivo, em claro reconhecimento do Governo pelos mais recentes êxitos da Selecção nacional de andebol. Pela mão de Vasco Lynce, secretário de Estado do Desporto, e com a natural ”chancela” de Fernando Gomes, eis o momento alto de uma cerimónia promovida pela Faculdade de Ciências de Desporto e Educação Física, do Porto, com a finalidade de homenagear todo o grupo que esteve no recente Europeu da Croácia, onde Portugal conquistou um brilhante 7.º lugar.

A iniciativa do FCDEF, até pelo inedetismo, representou igualmente em privilegiada sessão de debate sobre a modalidade e, entre promessas de mais condecorações, mormente a Luís Santos, incansável presidente da Federação, destacou-se a pergunta: ”Este é o ponto de partida ou o de chegada?”

Sem reparos para conclusões precipitadas, há lugar a duas evidências. E se, na verdade, a prestação na Croácia foi o ponto de chegada de um projecto que durou cerca de 20 anos, representa também o ponto de partida para as perspectivas bem mais optimistas que se desenham na modalidade.

Portugal já não pode aspirar ”só” a marcar presença nas provas mais importantes; começa a construir condições para poder encetar um projecto bem mais ambicioso rumo à elite mundial da modalidade.

E Portugal tem em mãos já uma clamorosa ocasião de marcar presença no próximo Mundial, em França (Janeiro de 2001). Para isso, tem de ultrapassar a República Checa, mas, tal como Luís Santos quarta-feira frisou, a eventualidade de um resultado negativo com os checos representa uma outra ”poule” com a Austrália, e aí a nossa selecção parte em clara vantagem.

Com Carlos Resende agradecido e a destacar a sua humildade na base ”de um prémio a dividir por todos, porque estamos a falar de um desporto colectivo”, surge o seu nome como incontornável referência de uma geração de jogadores determinada em ficar na história da viragem de rumo. E ainda há outras razões que motivam o orgulho dos agentes da modalidade: Portugal foi convidado pela EHF (Federação Europeia de Andebol) a apresentar e colocar à disposição de outros países o seu projecto de sucesso. Sabe bem quando servimos de exemplo...

COM GARCIA ÀS "CUESTAS"

Luís Santos confirmou quarta-feira a renovação do contrato de Garcia Cuesta por mais quatro anos, no seguimento do tal projecto para o futuro em que se pretende levar Portugal para elite Mundial. E o seleccionador espanhol tem ideias muito firmes quanto ao rumo a seguir. Ideias que assentam, sobretudo, numa base de trabalho que se pode resumir numa frase que ele próprio repetiu inúmeras vezes durante a sessão de quarta-feira: ”É preciso treinar, no mínimo, sete vezes por semana...”

Garcia leva às ”Cuestas” o seu projecto, e quando se refere ao trabalho repete com força a palavra. O seleccionador fala com evidente optimismo na selecção B e nas razões que o motivaram a levar quatro jovens jogadores para a Croácia: ”Preferi assim, para eles saberem como é. Não valia de nada levar quatro jogadores experientes com poucas possibilidades de jogar. Os quatro jovens que lá estiveram, já sabiam que iam jogar pouco, mas ficaram com a experiência...”

Compreensível, portanto, quando as razões são tão esclarecidas. Há também um novo projecto para os campeonatos de juniores e juvenis, com a curiosidade de dois jogos no mesmo fim-de-semana, sendo que o seguinte seria para estagiar na selecção. E na semana em que os juniores estão ao serviço de Portugal, os juvenis estarão a competir nos clubes.

Enfim, numa base teórica, haverá tempo para tudo, assim como se tornam razoáveis as ideias a transpor para o plano prático. O sentido de profundo orgulho em representar a Selecção nacional estará mais ”espicaçado” do que nunca e Garcia Cuesta até elaborou uma extensa lista dos problemas que há a resolver, sejam eles puramente de índole técnica ou de razão meramente administrativa.

A verdade é que o seleccionador tem todo o apoio da Federação porque Luís Santos sabe que está perante ”um homem de trabalho”, o ideal para personalizar um projecto que, agora, só pode ser mais ambicioso e optimista: ”Queremos que este seja o ponto de partida para coisas mais importantes. Portugal já é uma das grandes potências da modalidade e isso representa também mais responsabilidade.”

ANTÓNIO MENDES

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