Europeu de andebol: Portugal atinge o ponto mais alto após 14 anos de ausência

Equipa lusa supera 7º lugar alcançado em 2000, na Croácia

• Foto: Lusa/EPA

Portugal fez esta quarta-feira história no Euro'2020 de andebol, no qual pode terminar nos quinto ou sexto lugares, que superará sempre a sétima posição alcançada em 2000, na Croácia, o anterior zénite da participação nacional em Europeus.

Após uma prolongada ausência de 14 anos, a seleção portuguesa disputou pela sexta vez o Europeu e chegou a mesmo a pensar na qualificação para as meias-finais, mas o triunfo de hoje sobre a Hungria, por 34-26, já foi suficiente para reescrever a história, proporcionando o apuramento para o jogo de atribuição do quinto e sexto lugares.

No sábado, Estocolmo será palco do jogo mais importante da equipa nacional, frente à Alemanha, uma das potências da modalidade, como outras que defrontou no Euro'2020 e venceu: a França, batida por 28-25 e eliminada ainda na ronda preliminar da prova, e a Suécia, goleada em 'casa' (Malmö) por 35-25, na segunda fase.

Portugal acolheu a primeira edição da prova, em 1994, mas não escapou ao 12.º e último lugar, com cinco derrotas em igual número de jogos, apesar de ter cedido dois pela margem mínima, frente à Hungria (19-18) e à Eslovénia (23-22), tendo ainda perdido com Suécia, futura campeã, por 26-21.

A primeira vitória de Portugal surgiu na segunda participação no torneio, em 2000, na Croácia, precisamente sobre a Eslovénia e também de forma tangencial (28-27), numa edição em que se impôs ainda à Islândia (28-25) e terminou no sétimo posto, o seu melhor desempenho, até hoje.

A seleção nacional assegurou a presença em quatro Europeus consecutivos, dando continuidade aos bons desempenhos em 2002, na Suécia, onde o triunfo robusto sobre Israel (26-15) proporcionou a passagem à segunda fase, na qual três derrotas relegaram Portugal para o nono lugar.

Portugal ainda se apurou para os Europeus de 2004, na Eslovénia, despedindo-se no 14.º e antepenúltimo lugar, tendo conseguido empatar com a Croácia (32-32), e de 2006, na Suíça, no qual terminou na 15.ª e penúltima posição, com três derrotas.

A seleção lusa parecia ter consolidado a sua posição na elite do andebol europeu, mas o decréscimo de rendimento nas duas últimas presenças na fase final do Europeu deixava já antecipar a queda competitiva, que se confirmou num jejum de 14 anos.

Portugal conquistou também o direito a disputar por três vezes o Campeonato do Mundo, a primeira das quais em 1997, no Japão, na qual alcançou também a primeira vitória, sobre o Brasil, por 26-18, que lhe valeu o 19.º lugar final, entre 24 países.

A equipa das quinas falhou a qualificação em 1999, mas voltou a juntar-se à 'nata' da modalidade em 2001, em França, tendo-se imposto à República Checa (29-19) e Marrocos (30-26), seguindo para a fase seguinte, na qual foi batida pela seleção anfitriã e futura campeã, terminando no 16.º lugar.

O Mundial de 2003 foi organizado por Portugal e foi também o último em que a seleção nacional participou, tendo alcançado o melhor resultado final - 12.º -, depois de se ter imposto à Gronelândia (34-19), Qatar (31-21) e Austrália (42-20), batendo na segunda fase a Tunísia, por 27-26.

Com o apuramento para o jogo de atribuição dos quinto e sexto lugares no Euro2020, a equipa nacional assegurou também a presença no torneio de qualificação olímpico, que, caso supere, valerá a presença do andebol português nos Jogos Tóquio'2020.

Por Lusa

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