Mundial definido: Espanha-Dinamarca e França-Suécia nas meias-finais

Espanha venceu a Noruega no segundo prolongamento em jogo emotivo na Polónia

• Foto: Reuters
Espanha-Dinamarca e França-Suécia são os jogos das meias-finais do Mundial de andebol, após os encontros dos quartos de final disputados esta quarta-feira, na Suécia e na Polónia, reeditando as semifinais da edição de 2021.


Na sexta-feira, a bicampeã mundial Dinamarca disputará o acesso à final frente à Espanha (terceira no Mundial2021 e vice-campeã europeia), em Gdansk, na Polónia, e a campeã olímpica França terá pela frente a coanfitriã Suécia, campeã europeia em título e vice-campeã mundial, em Estocolmo.

No jogo mais equilibrado e emotivo dos quartos de final, em Gdansk, na Polónia, que reeditou um dos duelos de 2021, a Espanha venceu a Noruega no segundo prolongamento, por 35-34, depois de uma igualdade 25-25 no fim do tempo regulamentar, e de outra, 29-29, no termo da primeira prorrogação.

Tal como em 2021, a Espanha avançou para as meias-finais, também reeditando o duelo da edição de 2021, que irá disputar na sexta-feira com a bicampeã mundial em título Dinamarca, que ultrapassou com relativa facilidade a Hungria, por 40-23. A Noruega, que chegou a estar em vantagem por quatro golos, aos 7-3, atingiu o intervalo a vencer por um (13-12), e já perto do final do encontro, depois de a Espanha ter passado para a frente, aos 20-19, voltou à liderança aos 24-22. A Espanha empatou a 25-25 a três segundos do fim do tempo regulamentar, pelo lateral Álex Dujshebaev, e no primeiro prolongamento o ponta norueguês Kristian Bjorsen devolveu o 'gesto' com o golo do empate a 29-29, quando faltava um segundo para o termo do período.

No segundo prolongamento, após sucessivas igualdades, a seleção espanhola assumiu a liderança aos 33-32, que manteve até ao final, tendo sentenciado o jogo, aos 35-34, com novo golo de Álex Dujshebaev a 45 segundos do apito final.

Em Estocolmo, a bicampeã mundial Dinamarca somou o 26.º jogo consecutivo em fases finais de mundiais sem perder, impondo-se por expressivos 40-23 à Hungria, orientada pelo treinador do Benfica, Chema Rodríguez, numa partida que cedo começou a ficar decidida. Os nórdicos, que ao intervalo venciam por 21-12, com um parcial de 4-0, desde os 17-12, aumentaram na segunda parte para uma diferença de 13 golos aos 26-13, que lhes permitiu gerir e controlar até ao final do jogo, que fechou aos 40-23.

Com este triunfo, a detentora do troféu 'vingou' a última derrota sofrida numa fase final de um Mundial, precisamente frente à Hungria, nos oitavos de final do campeonato realizado em França, em 2017, e marcou encontro com a Espanha, na sexta-feira, na Ergo Arena, de Gdansk, na Polónia.

A coanfitriã e campeã europeia Suécia, perante o seu público, em Estocolmo, manteve a invencibilidade na prova ao vencer por 26-22 o Egito, numa partida em que, após um equilíbrio inicial, aos 8-9, os nórdicos dispararam para 14-9 ao intervalo, com um parcial de 6-0.

Na segunda parte, a Suécia manteve a seleção egípcia à distância, gerindo uma vantagem de sete golos, até aos 21-14, mas quatro golos consecutivos sofridos diminuíram a diferença para apenas três aos 21-18, fazendo 'disparar o alarme'.

Os suecos voltaram a melhorar em termos de eficácia, defensiva e ofensiva, e fecharam o jogo aos 26-22, confirmando a presença nas meias-finais de sexta-feira, perante a França, tal como sucedeu no Mundial de 2021, no Egito.

Os franceses, que têm marcado a última década do andebol mundial, sentiram alguma dificuldade para levar de vencida a Alemanha, numa partida equilibrada, que ao intervalo registava uma igualdade a 16-16.

A seleção germânica assumiu a liderança do jogo no início da segunda parte, com um parcial de 3-0 (19-17), mas a resposta dos gauleses foi imperial, com cinco golos consecutivos, que transformaram uma desvantagem (18-20) numa vantagem (23-20).

Esta vantagem permitiu à França, apesar das tentativas da Alemanha em reduzir, aos 25-23 e 26-24, controlar o jogo e fechar aos 35-28, garantindo a presença nas 'meias', também na sexta-feira, com a Suécia, na Tele2 Arena, em Estocolmo.

Na Taça Presidente, em Plock, na Polónia, a Tunísia venceu por 38-26 o Chile, e terminou o Mundial na 25.ª posição, enquanto a seleção sul-americana encerrou no 26.º posto.

A Macedónia do Norte venceu por 36-33 a Coreia do Sul, orientada pelo ex-selecionador português Rolando Freitas, e concluiu a prova no 27.º posto. Os asiáticos ficaram-se pelo 28.º lugar.

Já a Arábia Saudita venceu Marrocos, por 32-30, terminando no 29.º lugar do Mundial2023 e remetendo a seleção africana para o 30.º posto, e na fuga ao último lugar, a Argélia derrotou por 34-33 o Uruguai, fechando a prova na penúltima posição (31.ª), à frente dos uruguaios (32.ª).

Por Lusa
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