Nazaré recebe etapa do Circuito Europeu de andebol de praia

Prova mais pontuada do Circuito EBT passa pela primeira vez no nosso país

• Foto: Carlos Barroso

O Estádio do Viveiro recebe entre sábado e domingo o Nazaré Dreams Beach Handball, o primeiro torneio do circuito europeu de andebol de praia que se realiza no nosso país. A competição envolve mais de 400 atletas e três dezenas de equipas e o espetáculo está garantido, com as presenças de, entre outros, os campeões masculinos de Alemanha, Holanda, Suécia e Portugal, além de várias seleções nacionais, nomeadamente a Dinamarca, em femininos.

A organização, que resulta de uma parceria entre o Município da Nazaré e a Federação de Andebol de Portugal, está "satisfeita" com a adesão das equipas, "apesar de haver mais três torneios EBT no centro da Europa" no mesmo fim de semana, nota Mário Bernardes. "Isto demonstra a imagem que temos no andebol de praia a nível internacional e também da Nazaré, como reflexo da excelente organização do Europeu de sub-16 de 2016", refere o coordenador-nacional de andebol de praia. O interesse no Nazaré Dreams foi tal, que seleções de outros continentes "demonstraram interesse em participar" no torneio, mas a organização não permitiu, "dado tratar-se de um circuito europeu por pontos", o que iria "desvirtuar" a vertente competitiva. "Sem dúvida que o Europeu de 2016 deu-nos muita força a nível internacional. Recordo que recebemos até um prémio da Federação Europeia de Andebol (EHF) como ‘top organizer’, num ano em que houve fases finais de indoor, e a Nazaré é do melhor que há ao nível das infraestruturas", frisa Mário Bernardes, para quem a " qualidade da competição está garantida". A título de exemplo, equipas como o Balonmano Playa Azuqueca, que ganhou a Taça de Espanha há duas semanas, também marca presença na Nazaré.

Modalidade cresce

O andebol de praia tem registado um crescimento exponencial nos últimos anos, "quando as coisas começaram a ser levadas mais a sério" e a Federação de Andebol de Portugal "apostou a sério" nesta vertente. "No ano passado tivemos quase 200 equipas e passámos os 2.000 atletas federados, números semelhantes à Espanha, que são os campeões mundiais e europeus. As equipas estão mais organizadas, mas queremos que os grandes clubes entrem no andebol de praia. Espero que a curto prazo isso possa acontecer. isso seria um empurrão ainda maior", considera o coordenador nacional da modalidade, para quem o paradigma da modalidade mudou. "Há uns anos o andebol de praia não era levado tão a sério e era impensável falar de seleções. Hoje estamos nas grandes competições, conseguimos presença nos Jogos Olímpicos da Juventude, mas há questões que não se conseguem ultrapassar, como a integração dos atletas das equipas de pavilhão. Porém, esse é um problema transversal a todos os países", remata Mário Bernardes.

Seleções de sub-18 em preparação

As Seleções Nacionais de sub-18 masculinas e femininas vão aproveitar o torneio na Nazaré para preparar a participação nos Europeus da categoria, defrontando algumas das melhores equipas europeias da atualidade. Apesar do desnível competitivo, o selecionador Paulo Félix acredita num bom desempenho de ambas as equipas.

"As nossas Seleções vão estar um pouco diferentes, porque temos atletas nas seleções de pavilhão, mas o objetivo é que os atletas possam aprender no Nazaré Dreams. Será um torneio com equipas muito fortes de seniores. Os nossos miúdos são mais novos, mas quero é que eles aprendam e passem por boas experiências", frisa o técnico nacional, que valoriza a possibilidade de preparar o Europeu "a competir". "Ter um torneio desta envergadura em casa é muito vantajoso porque antecede uma grande competição e permite-nos trabalhar em competição, o que é mais interessante do que apenas treinar", observa Paulo Félix, que tem objetivos bem definidos para as duas equipas no Europeu, depois de há dois anos os sub-16 masculinos se terem sagrado vice-campeões europeus e os femininos terem terminado em 3º no Europeu realizado na Nazaré.

"O facto de os grupos de trabalho terem mudado tanto torna mais difícil conseguir os melhores lugares, mas estas gerações têm o objetivo dos Jogos Olímpicos da Juventude, em outubro, e o Europeu vai servir para preparar essa competição", salienta o selecionador nacional.

Por Joaquim Paulo
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