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Paulo Pereira de olhos nos Jogos Olímpicos após renovar: «Desta vez, deixo-os ir ao desfile»

Selecionador nacional de andebol com ambições de ajudar a modalidade a continuar a crescer

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• Foto: Ricardo JR

Paulo Pereira vai manter-se ao leme da Seleção Nacional de andebol até 2025. A renovação foi acertada esta terça-feira, numa cerimónia no Porto na qual esteve presente Miguel Laranjeiro, presidente da Federação.

Responsável por ajudar a catapultar a modalide para novos patamares, Paulo Pereira não quer parar por aqui. Os olhos estão já colocados nas provas que se seguem, nas quais se incluem os Jogos Olímpicos.

"É com muito orgulho que continamos aqui a lutar. Saiu o resultado do ranking e estamos em 11º do ranking europeu. Não entra a competição de 2020 que conseguimos melhor resultado de sempre. Entram qualificações para as competições, ficámos em 11.º, é um lugar honroso para a nossa qualidade. Temos de estar orgulhosos. Não satisfeitos porque podemos fazer melhor, mas orgulhosos. Estou orgulhoso também por continuar a lutar e temos um repto pela frente fantástico que é tratar de consegurir chegar aos Jogos Olímpicos. Desta vez deixava-os ir ao desfile, coisa que não houve na anterior. Primeiro problema era se iamos ou não ao desfile. Foi preciso convênce-los que não era possível por causa do calor e de ter de jogar no dia a seguir. Desta vez, comprometo-me a deixá-los ir ao desfile. Obrigado, presidente, pela confiança e por nos ajudar a atingir os objetivos. Estive a ver os miúdos sub-17, ganhámos à Noruega, três vitórias em quatro jogos. Perdemos com a Suíça, mas vê-se que há miúdos interessantes. Sub-19 e sub-21 também. Tenho essa sensação de que o andebol está cada vez mas forte. Há mais gente interessada em fazer parte deste barco. É importante sentirmos que as pessoas olham para nós com outra cara. Em 2016, atletas vinham aos estágios tristes por acharem que iam volta a perder. Agora já não vimos assim. Também não podemos ter o outro lado, que é o estar tudo ok. Conscientes das dificuldades. Já estamos a trabalhar nisso, vamos continuar a falar para não cairmos nos mesmos erros. Vamos à luta", referiu, lembrando as mudanças conseguidas.

"Agora temos um alvo diferente. Há anos, em 2019, a planificação das competições internas previa jogos em janeiro. Assumíamos que não participávamos em europeus e mundiais. Agora o ponto de mira está nos Jogos Olímpicos. Levou uma volta enorme. Ninguém faz tudo bem, mas fazemos muita coisa bem. A Federação dá possibilidade a esta juventude de participarem em tantas competições. Está toda a gente a trabalhar e isto resulta em algo muito interessante. Não é possível ganhar sempre ou ter sempre sucessos. A França, em 2020, não passou ao main round e ninguém morreu. Logo a seguir foram campeões outra vez. O nosso target é passar ao main round no Europeu e depois pensar em ficar classiicados na melhor posição para ter hipóteses de ir ao pré-olímpico para depois ir aos Jogos Olímpicos", disse o selecionador nacional, desejoso de manter o nível alcançado até aqui.

"É um desafio que temos. Falámos muito sobre isto. Ganhar é importante, mas uma seleção para mim vai mais longe do que isto. Se as pessoas virem que estamos no máximo, mesmo perdendo, vão ficar orgulhosas. Se formos mais consistentes, vamos ser ainda mais poderosos. É umcaminho a percorrer. Foi caminho muito rápido, em alguns momentos ficámos até surpreendidos. Tempos de ser conscientes de que podemos fazer as coisas, como até de pagar o preço do sucesso. Nós nunca iamos aos Jogos Olímpicos, mas se não nos qualificarmos agora pode ser mau na cabeça de algumas pessoas. É o preço do scesso. Não podemos desligar. Se conseguirmos estar sempre ligado, vamos continuar a fazer coisas", apontou.

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