Pedro Seabra: «Enquanto profissional de saúde, honestamente já me sinto um pouco mais apreensivo»

Central do Benfica e da Seleção também é médico

• Foto: Peter Spark/Movephoto

Hugo Gaspar (voleibol), Francisca Laia (canoagem), Rui Bragança (taekwondo) e Pedro Seabra (andebol) são apenas alguns dos sucessos de atletas que conseguiram vingar no desporto e fora dele, sendo todos eles médicos. E agora devido à pandemia do coronavírus, estão mais sensibilizados e capazes para fazerem uma avaliação sobre a situação. E depois de o voleibolista ter já falado sobre a pandemia que afeta o Mundo, agora foi a vez do andebolista dar o seu depoimento.

"É um momento especial. Quando falo de tranquilidade até falo mais como cidadão e não como profissional de saúde. Ou seja, estando ciente de que o outcome de todos estes dias e desta pandemia depende muito de nós, do nosso comportamento enquanto cidadãos e, por isso, acho essencial mantermos a tranquilidade e a racionalidade para seguir as regras que nos parecem básicas mas que podem efetivamente parar esta transmissão do vírus", refere o jogador, ao site da Federação de Andebol de Portugal, alertando, porém, para a situação que se vive. E agora falando como alguém que percebe, efetivamente, do assunto.

"Enquanto profissional de saúde, honestamente já me sinto um pouco mais apreensivo no sentido em que se a população não der esta resposta, ou até pela disseminação do vírus já estar ativa na nossa comunidade, a verdade é que iremos assistir nos próximos dias a um aumento exponencial dos nossos casos positivos", frisou o jogador português, para quem o pior ainda pode estar para chegar, mas mantém a confiança nos colegas de profissão.

"Avizinham-se dias muito complicados, mas os nossos profissionais de saúde já estão a fazer todos os possíveis para reorganizar o sistema de forma a disponibilizar o máximo de recursos possíveis, quer humanos quer materiais, para o combate à pandemia. Já foram canceladas cirurgias programadas, consultas e tudo aquilo que não é urgente mas também se têm deparado com algumas dificuldades, nomeadamente com a falta de equipamento de proteção individual, entre outras coisas. Mas, apenas para reforçar, o feedback que eu tenho recebido dos meus colegas que estão na linha da frente no hospital é de que a melhor ajuda que podem receber vem de todos os cidadãos. Isto significa cumprirmos as regras à risca para conseguirmos quebrar aqui a linha de contágio. Por isso, sinto tranquilidade por um lado, para ter a racionalidade, respeitar tudo e não entrar num alarmismo desnecessário; mas também não podemos ignorar, obviamente, o perigo deste vírus e como cidadão e também profissional de saúde sinto também alguma apreensão pela gravidade de problema".

Por Ana Paula Marques
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