Ricardo Vasconcelos e a situação do coronavírus no Reino Unido: «Estamos duas ou três semanas atrás»

Selecionador da Grã-Bretanha lamenta resposta tardia do governo de Boris Johnson

• Foto: Federação de Andebol

Ricardo Vasconcelos é o selecionador nacional da Grã-Bretanha. Vive em Inglaterra desde 2014 e treina igualmente a equipa do Nottingham HC. Com a situação a agravar-se dia após dia no país, o técnico lamenta a resposta tardia do governo de Boris Johnson à crise anunciada da Covid-19.

"É um contexto difícil, não só por estar longe da família e, obviamente, ter falta do apoio e das bases que estar perto nos dão. Ao mesmo tempo a minha companheira e mãe dos meus filhos é enfermeira e está a trabalhar na linha da frente, portanto eu vejo esta situação com um certo aperto no estômago e, claro, mas de perto do que a maioria das pessoas. Neste momento estou a trabalhar a partir de casa, estou a tomar conta dos meus dois filhos que estão sem poder ir à escola e à creche e estamos a acompanhar a situação minuto a minuto", disse o técnico em entrevista à Federação Portuguesa de Andebol.

A Covid-19 infetou 14.543 pessoas no Reino Unido e tirou a vida a 759. É o 4º país da Europa com maior número de óbitos.

"Aqui o problema foi a reação inicial. Nas primeiras duas ou três semanas, enquanto os outros países tomaram as medidas que nós sabemos o Governo inglês decidiu optar por uma via diferente, a imunização de grupo. A premissa desta medida era deixar todos os elementos da população de risco em casa e permitir que todos os outros contraíssem o vírus com o objetivo de desenvolverem uma imunidade que, mais tarde, lhes permitisse não ser afetados desta forma. Com a evolução dos números, a ideia da imunização de grupo esbateu-se porque ficou provado que teria custos elevadíssimos a nível de vidas. Agora estamos no mesmo contexto que em Portugal, em lockdown, mas estamos duas ou três semanas atrás daquilo que se passa em Portugal. Este problema é ainda mais preocupante pelo facto de os testes não estarem a ser realizado, ou seja, só testado para o Covid-19 quem dê entrada nas urgências do hospital já a necessitar de apoio médico", sublinhou.

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