Sadinos sem pulmão afogam-se no «dilúvio» do Águas Santas

Os anfitriões realizam uma primeira parte de luxo, mas, depois, bloqueiam ante a defesa adversária, que passa a jogar em 4+2, permitindo, apenas, quatro tentos...

Sadinos sem pulmão afogam-se no «dilúvio» do Águas Santas
Sadinos sem pulmão afogam-se no «dilúvio» do Águas Santas • Foto: Rui Minderico
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INCRÍVEL. O Águas Santas protagonizou, ontem, uma das reviravoltas mais espectaculares em partidas referentes à I Divisão de Elite, ao bater (22-21), no reduto sadino, o V. Setúbal, depois de ter estado a perder por seis golos (11-17) ao intervalo...

Tratou-se de um jogo empolgante, com os anfitriões a realizarem uma primeira parte de luxo, fruto do excelente poder de concretização de João Pinto (sete tentos) e Danilo Ferreira (cinco), para além de um agressivo sistema defensivo (6:0) que baralhou por completo o esquema dos maiatos.

Contudo, após o reatamento, o V. Setúbal, sem pulmão, não dispôs de força anímica para lutar pela subida ao quarto lugar, acabando por afogar-se no "dilúvio" forasteiro, muito eficaz a defender (4+2), num sistema ao qual os sadinos nunca se adaptaram, marcando, somente, quatro golos no tempo complementar.

"Depois de três derrotas, esta vitória foi extremamente moralizadora, mas muito difícil, pois o adversário jogou muito bem", considerou José António Silva, treinador maiato, enquanto António Santos, técnico sadino, lamentou a "inoperância ofensiva do Vitória".

ALEXANDRE REIS

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