Selecionador diz que Eslovénia "encaixa" bem, mas alerta para "inconstância" de Portugal

Paulo Pereira aborda jogo de terça-feira

O selecionador Paulo Pereira considerou esta segunda-feira que Portugal "encaixa" bem na forma de atuar da Eslovénia, adversária no terceiro jogo da ronda principal do Euro'2020, no qual a equipa terá de combater a sua própria "inconstância".

"Acho que podemos encaixar naquele jogo. Em termos ofensivos, podemos fazer um bom jogo. Em termos defensivos, eles são fortíssimos a atacar. Têm jogadores extremamente experientes e criativos, como o [Dean] Bombac e [Miha] Zarabec, que são muito rápidos e são imprevisíveis", assinalou Paulo Pereira.

Apesar de destacar o 'estratega' da seleção eslovena, o treinador prometeu não repetir o erro cometido na ronda preliminar do torneio, frente à Noruega (derrota por 34-28), no jogo de terça-feira com a Eslovénia, em Malmö, cidade sueca anfitriã do Grupo II da segunda fase.

"Não quero que aconteça o mesmo que aconteceu com a Noruega. Preocupámo-nos tanto com o [Sander] Sagosen, que acabámos por limitar o Sagosen, mas toda a gente foi funcionando. Não vamos cair no mesmo erro. Vamos tentar que o Bombac funcione menos, mas não podemos esquecer os outros", advertiu.

Foram, precisamente, os "imensos erros" cometidos na derrota de domingo com a Islândia (28-25), que desagradaram a Paulo Pereira, com o selecionador a lamentar também que a 'equipa das quinas' não tenha conseguido "lidar com a 'pressão' de poder ganhar à Islândia".

"Para 95% dos atletas deste grupo é a primeira vez que participam no Europeu. Uma equipa campeã não é tão inconstante como nós. Pode ter um jogo mau, mas nós já tivemos dois jogos maus: com a Bósnia, que ganhámos, e com a Islândia, porque a Noruega é a Noruega", sustentou.

O técnico observou que "esta inconstância" e "falta de experiência" não permitiram uma "prestação mais sólida" frente à Islândia, mas acredita que se Portugal "recuperar o funcionamento defensivo" demonstrado nas partidas anteriores poderá continuar a fazer história na competição.

"Em 25 anos de Europeu, ganhámos seis jogos, e agora, em 15 dias, ganhámos três. Alguma coisa de boa está a ser feita. Temos de continuar a desfrutar um pouco de estar entre os melhores e não estar tão pressionados, ser corajosos para ir à luta", reforçou.

A seleção nacional é quarta classificada do Grupo II da ronda principal, com dois pontos, e pode igualar na terça-feira a Eslovénia, segunda posicionada, com quatro, caso se imponha no jogo da terceira jornada, com início às 16 horas (15 em Lisboa), na Arena Malmö.

"O facto de tudo depender de nós é excecional, porque não temos de estar a pensar nos outros. No entanto, se entrarmos como entrámos ontem [domingo], vamos perder. Isso é seguro. Vamos avançar para o jogo com outra forma de estar e cumprir o plano de jogo", defendeu.

O agrupamento, no qual os dois primeiros se apuram para as meias-finais, é liderado pela Noruega, com seis pontos, que defronta a Islândia (quinta, com dois pontos), enquanto a Hungria, que ocupa o terceiro posto, com quatro pontos, joga com a anfitriã e lanterna-vermelha Suécia, ainda em branco.

Portugal, que regressou ao grande palco do andebol europeu após 14 anos de ausência, tinha entrado na segunda fase do torneio com o ónus da derrota (34-28) com os noruegueses, uma vez que as seleções apuradas na fase preliminar transportam para o 'main round' o resultado entre si.

Por Lusa

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