Alberto Chaíça parte amanhã de manhã para a Cidade do México e por lá vai permanecer até final do mês, dando início a um estágio que faz parte do plano de preparação para a Maratona dos Jogos Olímpicos de Atenas 2004, depois de ter garantido o lugar na selecção, após um honroso quarto lugar no Mundial de Paris, onde foi o melhor atleta português.
O fundista da Conforlimpa viaja sozinho e o seu treinador, Américo Brito, polícia de profissão, só se juntará ao atleta, a partir do dia 15, acompanhando a fase crucial da preparação, que inclui treinos com alguma intensidade. "Digamos que estarei a 70 por cento do meu valor. Não quero hipotecar, de maneira nenhuma, a preparação para os Jogos. Irei correr a Maratona de Seul, a 14 de Março, para ganhar mais experiência e sentir nas pernas outros ritmos", disse-nos Chaíça, que receberá o seu primeiro "cachet" de presença numa maratona.
Alimentando desde miúdo o sonho de ser atleta olímpico, Alberto Chaíça poderá cumprir esse desejo em Agosto e espera estar na linha da frente. Mas a curta experiência que leva como maratonista permite-lhe dizer que é chegada a altura de "fazer novas experiências, sem querer hipotecar nada. Tenho a consciência tranquila que haverá tempo suficiente para descansar depois de Seul. Desde meados de Março até final de Abril estarei de férias para depois recomeçar a preparação. É um pouco à semelhança do que fiz para o Mundial, em Paris", salienta o fundista da Conforlimpa.
A opção pelo estágio no México deveu-se a uma conjugação de factores, a começar pelas boas indicações dadas pelo conceituado treinador Tadeusz Kepka, nascido na Polónia, mas naturalizado mexicano, que orientou credenciados maratonistas como Dionicio Ceron, três vezes vencedor da Maratona de Londres.
Não é bem uma aposta no escuro, mas é ver para crer. E para se singrar na maratona é preciso ter alguma paixão para ser solitário.
O oxigénio da montanha
O hábito de se efectuar estágios em altitude não é de agora, mas só na última década é que os atletas portugueses foram mais "afoitos" nesta experiência. Chegaram a ir para Marrocos (Ifrane), depois para Espanha (Serra Nevada) e mais recentemente para França (Font Romeu). Mas houve quem se antecipasse a tudo isso e escolheu Boulder nos Estados Unidos, como sucedeu com Rosa Mota.
Agora, é chegada a vez de Alberto Chaíça deixar os ares de França, onde esteve o ano passado durante um mês, para ir até ao México "viver" 2500 metros de altitude. "A cidade é tão poluída como Atenas e assim já começo a ficar adaptado", diz meio a brincar o maratonista português.
Inicialmente, ainda se pensou que Chaíça pudesse ficar alojado em Toluca, uma cidade a 60 km da Cidade do México que funcionou como a base de treino para Rodolfo Gomez, Andres Espinosa, Dioncio Ceron, Rolando Vera e Benjamin Paredes. "Mas nesta altura do ano está lá muito frio e preferimos ficar um pouco mais abaixo". O efeito, no entanto, é o mesmo: oxigenar os pulmões nas altas montanhas. "É o nosso doping natural", disse, uma vez, Rodofo Gomez.
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