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Depois de se treinar quatro dias na Cidade do México, passando por um autêntico rebuliço, Alberto Chaíça preferiu ir para um local bem mais tranquilo e está alojado em Toluca, local de preferência de muitos fundistas mexicanos.
"Na Cidade do México apanhava muito trânsito para ir treinar-se e chegava a demorar uma hora e meia para cada lado e não descansava o suficiente", começou por nos dizer o melhor português no Campeonato do Mundo de Paris, onde foi quarto na maratona.
Apesar de as condições de alojamento serem boas, Chaíça diz que receava que algo de mal lhe pudesse suceder enquanto se treinava na estrada. "É impossível ir treinar para a estrada porque os condutores não respeitam as pessoas e alugar um carro é um risco, dada a maneira como eles conduzem", adiantou o fundista da Conforlimpa.
Com algumas opções limitadas, e seguindo a mesma linha de tradição de outros grandes nomes, como Rodolfo Gomez, Dionicio Ceron e Andres Espinosa, Chaíça fez-se à estrada e mudou-se para Toluca, uma cidade a cerca de 70 quilómetros da Cidade do México. "A altitude é menor (2800 m), mas foi preferível ter feito esta mudança."
A satisfação redobrou a partir do momento em que saiu para experimentar os vários percursos e nestes primeiros dias, Chaíça escolheu um parque que fica a seis quilómetros do hotel. "É um local que tem todas as condições de treino com vários circuitos em terra batida, um dos quais com 5800 metros. O único contra é que tenho de me deslocar de táxi e no que diz respeito à alimentação tenho de procurar um pouco nos restaurantes, visto que no hotel há pouca variedade e a comida mexicana tem muito picante", adiantou Chaíça, que já tem garantido um lugar nos Jogos Olímpicos de Atenas-2004 na maratona.
Quanto ao treino, e fazendo um balanço destes 15 dias, as palavras de Chaíça denotam algum optimismo: "Estou mais que adaptado ao efeito altitude e já faço o chamado treino específico mais à vontade."
Correr mais de 200 km por semana
A primeira referência a ter deste estágio em altitude no México será obtida a 1 de Fevereiro, na Taça dos Clubes Campeões Europeus de corta-mato, em Almeirim, ao serviço da Conforlimpa. Depois, Alberto Chaíça fará possivelmente os dois crosses do Campeonato Nacional (curto e longo) e a seguir embarca para a Coreia do Sul, onde vai alinhar na Maratona de Seul, em Março. "Aí estará a oitenta por cento do seu valor", comenta o seu treinador, Américo Brito, que tem previsto que o atleta corra, por semana, mais de 200 quilómetros enquanto estiver em altitude. "O ritmo é que será mais baixo que a nível do mar", acentua.
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