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Três vezes campeã do mundo de estrada, Aurora Cunha admite que só lhe falta a medalha olímpica. Numa viagem aos anos dourados da década de 80 com a 'Sábado', a antiga atleta lembra os sucessos e as dificuldades de uma geração pioneira
Numa época em que não havia grandes cuidados com a alimentação – “comíamos de tudo, rojões, cozido à portuguesa, sardinhas… fomos pioneiros, não havia nutricionistas nem médicos a dizerem-nos o que fazer” -, Aurora Cunha lembra o que aconteceu em 1986, na véspera de ganhar o Mundial de Estrada. “No sábado, no dia antes da prova, almocei em casa da minha sogra, comi uma feijoada e bebi um copo de vinho. À tarde apanhei o comboio para Lisboa e à noite fui jantar com o meu treinador e comi uma açorda de marisco e bebi um fininho [cerveja]. Ao outro dia acordei bem disposta, fui correr e ganhei”.
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Por Sábado