Campeões trazem ouro ao Record

Atletas Agate de Sousa e Gerson Baldé celebram no Record com Record de Ouro
• Foto: Luís Manuel Neves

Deixem passar os campeões! Gerson Baldé e Agate de Sousa visitaram ontem a redação de Record, exibindo com orgulho as medalhas de ouro conquistadas nos Mundiais de pista curta na Polónia no último fim de semana.

Os heróis de Torun foram rapidamente inundados pelo carinho atribuído pelos nossos jornalistas – e de outras publicações da Medialivre –, que mostraram interesse em partilhar a alegria de terem vibrado com esta simpática dupla de atletas que ganharam, com todo o mérito, um lugar na história do desporto português.

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Gerson e Agate percorreram os espaços da nossa megarredação, mostrando-se interessados em perceber as dinâmicas de trabalho. “Tantas pessoas! É um espaço mesmo grande”, desabafaram, entre a visita guiada ao nosso jornal, enquanto eram constantemente interrompidos para tirar uma fotografia ou por uma troca de palavras.

“Nunca tinha estado aqui”, comentou o sportinguista Gerson Baldé, mostrando-se curioso sobre que publicações trabalham neste espaço moderno e dinâmico. Adupla de ouro esteve acompanhada por Paulo Guerra, antiga estrela do corta-mato nacional e um dos vice-presidentes da Federação Portuguesa de Atletismo.

Apesar de estarem a viver momentos cansativos nos últimos dias após a brilhante conquista, os campeões mundiais do salto em comprimento não se negaram a qualquer contacto ou diálogo na nossa redação.

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“Cansados? Não! É por um bom motivo”, brincaram os desportistas, que posaram depois no centro da nossa redação, numa fotografia para mais tarde recordar, exibindo as suas mais recentes distinções individuais.

Com o Record de Ouro nas mãos – entregue pelo diretor executivo Sérgio Krithinas –, Gerson Baldé e Agate de Sousa agradeceram este prémio, atribuído pelo nosso jornal aos protagonistas dos grandes feitos do desporto nacional.

Atletas Agate de Sousa e Gerson Baldé celebram conquistas no Record
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E foi mais do que merecido! Recuando a fita atrás, convém recordar que Agate de Sousa, benfiquista de 25 anos, confirmou o estatuto de líder mundial em Torun e assegurou a medalha de ouro no quinto e penúltimo salto, com a marca de 6,92 metros, mais cinco centímetros do que o conseguido pela italiana Larissa Iapichino, na sua sexta e última tentativa (6,87).

Legado para a história

A atleta natural de São Tomé e Príncipe, que chegou de forma definitiva a Portugal em 2019, ultrapassou assim uma fase complicada marcada por problemas físicos. Com o recorde pessoal situado nos 7,03 metros conseguidos em 2023 – ainda como são-tomense –, a saltadora treinada por Mário Aníbal igualou o feito de Naide Gomes, 18 anos depois, tornando-se a segunda medalhada portuguesa na disciplina, depois da recordista nacional, campeã em Valência’2008 e vice-campeã em Moscovo’2006 e Doha’2010.

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Gerson Baldé também ficará na história. O atleta do Sporting, natural de Albufeira, de 26 anos, conquistou a medalha de ouro na mesma disciplina com os 8,46 metros do sexto e último salto, decidindo uma final em que bateu, em 10 centímetros, o recorde nacional ao ar livre de Carlos Calado, estabelecido ainda antes de Baldé nascer, em 20 de junho de 1997.

São, de facto, mesmo campeões. Parabéns! 

Parece um sonho mas é a realidade

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A primeira pergunta da entrevista à dupla de ouro foi a mais básica e a mais importante: já se sentem mesmo campeões mundiais? Gerson Baldé deu o mote. “Agora sim, mas foi difícil. Foi mesmo um dia mágico e ainda custa acreditar que fui mesmo campeão do Mundo! Parece que ainda estou a viver um sonho”, disse-nos entre sorrisos: “Foi sempre um objetivo que tinha na carreira e alcançá-lo já é muito gratificante para mim. A primeira coisa que pensei logo foi ligar ao meu irmão, que infelizmente não pôde estar presente. E também agradecer ao professor e à minha namorada tudo o que eles têm feito por mim.” Quisemos saber como foi a festa... e não foi a resposta que esperávamos: “A verdade é que logo após a prova não houve muitos momentos festivos, porque tive de ficar no controlo antidoping durante uma hora! Portanto, inicialmente tive de ficar lá a festejar com os atletas da estafeta.”

Quanto a Agate de Sousa ainda está algures entres a nuvens e a terra. “Ainda não me caiu a ficha. Quando ganhei a medalha fiquei naquela... ‘OK, ganhei’, mas não estava a perceber a dimensão deste feito. Só a caminho de Portugal, com a chegada ao aeroporto e depois a receção do Presidente da República é que me apercebi. E os diversos convites que estou a receber nestes dias fazem-me perceber:‘Sou mesmo campeã do Mundo!’.” 

Olhar para o futuro com humildade 

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Com o título mundial no palmarés, agora é tempo para redefinir novos objetivos. O que vai na cabeça dos novos campeões para a próximas grandes competições?

“Eu não diria que tenha agora de fazer novas metas. Apenas que sou uma pessoa que sonha muito alto... e isso dá-me ainda mais motivação para cumprir os meus objetivos”, sublinhou Gerson Baldé, negando que agora sentirá mais pressão nas próximas competições: “Não digo mais pressão, porque quando chegar a hora de saltar todos vão começar do zero. E o resultado vai depender desse dia.”

Agate de Sousa e Gerson Baldé celebram conquistas no Record com ouro
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Quanto a Agate de Sousa, aposta na humildade. “Este resultado só prova que o meu trabalho tem sido feito de forma correta. Quero dar continuidade ao trajeto que tenho vindo a desenvolver, com o Benfica, a Federação Portuguesa de Atletismo e todas as outras entidades que me têm apoiado”, sublinhou Agate de Sousa: “Quero manter esta linha de trabalho, porque se funcionou até à medalha de ouro, há de continuar a funcionar no futuro. E obviamente tentar melhorar alguns aspetos que ainda não estão bem materializados.” 

Baldé atento ao irmão e ao KFC

Uma visita à nossa redação implica muitos encontros, muitas fotos e um questionário para as redes sociais. E nenhum dos atletas ‘saltou fora’ desta proposta digital, que hoje pode conferir em todas as plataformas Record. Gerson Baldé foi o primeiro e reiterou a importância do irmão, que não estava presente, neste momento de intensa celebração. “Foi uma surpresa, porque quando dei por mim já ele estava em chamada”, resumiu, antes de confessar um ‘pecado’: “Primeira refeição depois do triunfo? Essa é fácil. Foi KFC [Kentucky Fried Chicken].” 

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Agate apostou forte na lasanha

Agate de Sousa, que mostra um empenho máximo em tudo aquilo que faz no digital, como as lives de Instagram que fez questão de nos mostrar, também não fugiu ao nosso desafio. “A primeira pessoa que me deu os parabéns por telefone? O Presidente da República!”, destacou orgulhosa, antes de, à imagem de Baldé, assumir que depois de uma medalha qualquer refeição é válida: “Comi uma lasanha.” 

Racismo passa mesmo ao lado

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Agate de Sousa confidenciou-nos que recebeu inúmeras mensagens de felicitações – “Sim, foi incrível!” – e foi questionada sobre os comentários racistas e xenófobos de que foram alvo nas redes sociais: “Não recebi diretamente nenhuma mensagem negativa, ou pelo menos que tenha visto. Mas acredito que nas redes sociais possam existir. Há sempre pessoas que estão contra, mas isso vai acontecer em todos os quadrantes. Não há que agradar a todos e amim não me afeta.” 

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