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Carlos Móia já fechou contrato, através do agente Miguel Mostaza, com duas das três "lebres" para a Meia-Maratona de Lisboa, cujo objetivo a 21 de março é superar o recorde mundial. Tratam-se dos quenianos Mark Kiptoo e Kiplimo Kimutai.
Falta apenas conhecer o nome de uma outra "lebre" que irá impor o ritmo nos 3 quilómetros iniciais com a partida da prova da elite a ser dada em Algés, pelo presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais.
"Não escondemos que queremos que o recorde do Mundo seja na nossa prova. O naipe de corredores foi escolhido criteriosamente para esse fim. Bater o recorde do Mundo é mesmo o objetivo na passagem dos 20 anos da Meia-Maratona de Lisboa", afiança Carlos Móia, presidente do Maratona Clube de Portugal. O máximo pertence, desde 2007, a Samuel Wanjiru com 58.33 minutos.
Com esse propósito foram escolhidas as "lebres" para Zersenay Tadesse, o pequeno atleta (1,60 m) da Eritreia que se tem intrometido no reinado que é repartido por etíopes e quenianos. Tadesse, de 28 anos, já foi campeão do Mundo de corta-mato em 2007 e por três vezes conquistou o título mundial na meia-maratona, tendo obtido a sua máxima consagração na pista no último Mundial em Berlim, quando o ano passado arrecadou a medalha de prata nos 10 mil metros, atrás do intocável Kenenisa Bekele, o digno sucessor de Haile Gebreselassie. Tadesse pediu os seguintes tempos de passagem: 13.50 m nos 5 km, 27.40 m aos 10 km e 41.30 aos 15 km. Depois valem as pernas.