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Depois da chegada triunfal ao Aeroporto Humberto Delgado, a comitiva nacional que brilhou nos Mundiais de Atletismo em pista curta dirigiu-se para Belém. Às 15h32, os atletas chegaram ao Palácio de Belém, onde foram recebidos pelo Presidente da República, António José Seguro.
A sessão contou também com a presença da equipa técnica nacional e de dirigentes da Federação Portuguesa de Atletismo, além de Luís Montenegro, primeiro-ministro, e de Fernando Gomes, presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), marcando o melhor desempenho da seleção portuguesa na história do evento com três pódios (dois títulos mundiais no salto em comprimento, por Agate Sousa e Gerson Baldé, e um de vice-campeão, de Isaac Nader, nos 1500 metros) na mesma edição - antes, o país tinha conquistado duas medalhas num único evento em 2001 (Lisboa), 2004 (Budapeste), 2008 (Valencia) e 2022 (Belgrado).
Na cerimónia, Domingos Castro, presidente da Federação Portuguesa de Atletismo (FPA), foi o primeiro a discursar, agradecendo “o convite que muito honrou a seleção” e que considerou "a quarta medalha”, deixando ainda o apelo "para Portugal ter condições a nível de pista coberta para conseguir cativar os jovens" para a prática da modalidade.
Seguiu-se António José Seguro, que reforçou o caráter excecional da conquista: “A melhor presença de sempre nos mundiais de pista curta. Portugal terminou no quarto lugar do medalheiro final o que é fantástico".
No final da sessão, os atletas medalhados foram distinguidos com a condecoração oficial da ordem de mérito.
Recorde-se, agora, que Portugal tem 20 pódios no histórico dos Mundiais de pista curta, com sete ouros, seis pratas e sete bronzes desde o primeiro torneio, em 1985. Além disso, são cinco edições consecutivas com pelo menos uma medalha para os atletas lusos.
Por Duarte Gomes