Portugal está de volta a uma final dos 200 metros nuns Europeus de atletismo. Delvis Santos voltou a colocar o nosso país numa decisão desta distância, ao apurar-se para a decisão de sexta-feira (21:25) como o mais rápido entre os atletas que não se apuraram para a final diretamente. Para colocar a cereja no topo do bolo, o velocista do Sporting pulverizou o recorde pessoal, colocando-o agora em 20.23 segundos (tinha 20.45).
Depois de umas eliminatórias nas quais avançou como o 5.º mais rápido (20.70, com uma 'parede' de vento a 3.4 m/s), Delvis voltou a mostrar-se num nível impressionante e, com uma prova muito bem conseguida, apenas foi batido na segunda série pelo britânico Zharnel Hughes (20.05) e Timothé Mumenthaler (20.09). O vento de uma ajuda desta vez (+1.6 m/s) e, no final das três 'meias', mais nenhum dos não apurados conseguiu correr mais rápido do que a sua marca.
Desde 2006 que Portugal não tinha um atleta na final dos 200 metros, numa edição realizada em Gotemburgo na qual Francis Obikwelu conquistou o título europeu.
Tal como na decisão dos 100 metros, também a dos 200 metros arrisca-se a ter um resultado 'apagado' muito em breve. É que o alemão Owen Ansah, que foi medalha de bronze nos 100 metros, encontra-se de momento a braços com o processo por violação antidoping. No caso por ter recusado fazer um teste a 9 de julho deste ano. Normalmente este tipo de casos levariam a suspensão provisória imediata, mas na Alemanha não existe essa abordagem e os atletas apenas são impedidos de competir quando houver uma suspensão efetiva.
O que já há é uma recomendação de pena: 4 anos de suspensão e todos os resultados obtidos a partir de 9 de julho, a data do tal teste recusado. Se tal for confirmado, Ansah perderá o bronze dos 100 metros (Elvis Afrifa seria promovido a 3.º). E o mesmo aconteceria na final dos 200 metros, caso, como se espera, o alemão corra para uma posição de pódio.
Por Fábio Lima