Cheques de 50 mil euros estão preparados para ser entregues aos atletas (masculino e feminino) que eventualmente (não será nada fácil...) batam os recordes mundiais (Samuel Wanjiru 58.33 e Lornah Kiplagat 1.06.25) na 20.ª edição da Meia-Maratona de Lisboa, no próximo dia 21 de março.
Para além de Zersenay Tadese, atleta eritreu que Record já anunciara anteontem, estarão no sector masculino, entre outros, o etíope Sileshi Sihine, com uma série de segundos lugares (sempre "tapado" por Kenenisa Bekele) em Jogos Olímpicos e Campeonatos do Mundo [ver quadro], o marroquino Jaouad Gharib, presença já habitual, e vários quenianos, de entre os quais se destaca Emmanuel Mutai. No sector feminino, estarão, entre outras, a campeã e a vice-campeã olímpicas da maratona, a romena Constantina Dita e a queniana Catherine Ndereba, embora talvez se possa esperar mais de outras atletas, mais jovens, como a etíope Wude Ayelew e a queniana Pamela Chepchumba.
"Em 20 anos de meia-maratona, passaram por cá todos os melhores fundistas mundiais", regozijou-se Carlos Móia, que referiu ainda as 700 mil pessoas que participaram.
Presente esteve o secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias, que garantiu ser de apenas "poucas dezenas de milhar de euros" o apoio do Estado à prova. "Felicito Carlos Móia e os seus colaboradores pois provam que é possível fazer grandes organizações procurando apoios de empresas e instituições e não dependendo do Estado e do bolso dos contribuintes", acrescentou.
António Leitão
Uma outra informação: o Prémio Rosa Mota, destinado a antigos atletas que permaneçam exemplos para a juventude, será este ano atribuído a António Leitão.