No seguimento do lançamento do circuito European Marathon Classics (EMC) que decorreu esta quarta-feira em Viena, o diretor-geral do Maratona Clube de Portugal, Nuno Azevedo, destacou os três grandes objetivos da organização em participar desta iniciativa e o que pode trazer de positivo a Portugal.
"O primeiro grande objetivo é aumentar a visibilidade, que vem em linha com a parceria que fizemos no ano passado com Londres, onde eles nos dão apoio promocional e logístico. Tal como, aumentar a dimensão da maratona a nível internacional. Já é uma grande prova a nível local, considerada entre as melhores provas nacionais, mas para darmos o grande salto qualitativo temos que ir buscar os corredores ao estrangeiro. Em Portugal, há cerca de 3 ou 4 mil maratonistas e o grande objetivo que temos com esta prova é chegar aos 25 mil e colocá-la no top 10 maratonas a nível europeu", afirmou em declarações a Record.
O novo circuito que liga oito provas europeias - Roma e Madrid, passando por Lisboa, Londres, Copenhaga, Viena e Varsóvia, até Frankfurt - e premeia os participantes que concluírem pelo menos cinco maratonas diferentes, volta a colocar Lisboa no mapa e pode incentivar os aspirantes do desporto a fazerem a viagem até a capital portuguesa para fazer o circuito completo. "Os que vão a Londres vão a Lisboa, vão a Madrid, Roma, e portanto isto traz muita visibilidade e muitos corredores a nível local. E para chegar a esses 25 mil e ter uma prova de grande dimensão nacional, o que é maratona, é importantíssimo pertencer a este novo circuito da European Marathon Clássicos", frisou Nuno Azevedo.
O diretor-geral do Maratona Clube de Portugal destacou o impacto económico que a iniciativa pode ter para a cidade: "Vai atrair muitos corredores, cerca de 15 mil, sendo que a maioria dos participantes estrangeiros trazem familiares e amigos. O que pode ter um impacto entre 50 a 100 milhões de euros, que tem uma grande relevância em colocar a cidade de Lisboa como um destino premium de turismo desportivo".
Por último, mencionou a importância do European Marathon Classics (EMC) para "fomentar a prática desportiva" em Portugal. "Nós sabemos que cada vez há mais pessoas a participar, aumentaram muito o número de participantes, especialmente depois do Covid. Mas dentro da União Europeia e a nível internacional, Portugal continua a ter um índice de exercício pequeno. Portanto, o grande objetivo é ter uma prova em que as pessoas possam participar e estar em conjunto com outros atletas e outras nacionalidades. E ajudar para que cada vez haja mais pessoas a fazerem este tipo de provas", relembrou Nuno Azevedo que referiu ainda o trabalho envolvido em participar neste novo circuito.
"Fazer uma grande maratona não é só pôr mais participantes, é dar uma experiência aos atletas como encontram nas melhores maratonas no estrangeiro. Para isso, alterámos a partida e a forma dos transportes, mudámos o Sportex das entregas dos orçais, aumentámos o espaço. A chegada já não é em conjunto com a meia maratona, tal como aconteceu no ano passado, em que só chegou a maratona à Praça do Comércio. Dividimos em dois dias a nível de abastecimento, de promoção do evento, a nível de ativação e animação do percurso. Portanto, há muitas variáveis que são necessárias para permitir estar num circuito deste nível. Há um critério muito claro a nível de segurança, a nível de experiência, de acessos, de promoção. É um trabalho de longo prazo para chegar até aqui nesta apresentação e fazer parte deste tipo de circuito", concluiu.
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