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Oscar Pistorius começou, esta segunda-feira, a ser ouvido em tribunal no âmbito do julgamento em que é acusado de assassinar a sua namorada, Reeva Steenkamp, a cuja família pediu desculpa de forma emocionada.
Pistorius começou o depoimento com uma desculpa emocionada diante da mãe e de outros membros da família de Reeva Steenkamp que estavam presentes no tribunal, presidido pela juíza Thokozile Masipa.
Na sua declaração, disse "não poder imaginar a dor" que a família sofre pela perda de Reeva Steenkamp, que o atleta paraolímpico diz ter matado a tiro por engano, pensando que se tratava de um ladrão que tinha entrado em sua casa.
"Todas as manhãs quando me levanto, são as primeiras pessoas em quem penso, pelas quais rezo", declarou Pistorius com uma voz muito emocionada, dirigindo-se aos familiares da namorada no Tribunal Superior de Pretória.
O atleta sul-africano disse que desde a morte de Reeva Steenkamp toma antidepressivos e medicamentos para dormir, perdeu peso e custa-lhe dormir a noite toda. "Tenho pesadelos horríveis, desperto e sinto o cheiro de sangue", explicou o desportista.
Interrogado pelo seu advogado, Barry Roux, Pistorius, de 27 anos, prosseguiu recordando a sua infância e como foram amputadas as suas duas pernas com menos de um ano, por ter nascido sem as fíbulas, ou perónios, nas suas duas extremidades inferiores.
Pistorius, o segundo a ser chamado a depor pela defesa, depois do especialista Jan Botha, falou sobre os incidentes relacionados com a sua condição de deficiente e os abusos que sofreu por parte de outros alunos na escola.
O corredor recordou também que sentia medo de assaltantes na casa em que vivia com a sua mãe, Sheila, que morreu quando tinha 15 anos, assim como as constantes ausências do pai, Henke, que não esteve presente no tribunal desde o início do julgamento, a 3 de março.
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