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Rosa Mota inspirou vencedora de São Paulo

O ETÍOPE Tesfaye Jifar, vencedor da última Maratona de Nova Iorque, e a desconhecida brasileira Maria Zeferina Baldaia foram os vencedores da 77ª edição da S. Silvestre de S. Paulo, a "mãe" das corridas mundiais de final do ano.

Menos de dois meses depois de ganhar em Nova Iorque e de ser vice-campeão mundial de meia-maratona (já fora duas vezes terceiro), Jifar sucedeu a Paul Tergat como vencedor da célebre prova brasileira. Gastou 44m 15s a percorrer os 15 acidentados quilómetros da prova, corrida debaixo de muito calor. Chegou com 17 segundos de vantagem sobre o queniano Guibert Okari (que desfaleceu depois de cortar a meta) e com 22 segundos sobre o tanzaniano John Yudda. Depois, para alegria dos brasileiros, entraram na meta Marilson dos Santos (44m 43s) e Vanderlei Lima (44m 53s). Tesfaye Jifar, cego do olho direito desde os 14 anos, vitimado por um touro, bateu em Amesterdão'1999, por um segundo, o velho recorde etíope da maratona, que desde 1988 pertencia a Belayneh Dinsamo, ex-recordista mundial com 2.06.50. Doente, não pôde estar na maratona olímpica de Sydney e, em 2001, foi sétimo no Mundial de Edmonton. Vai agora preparar a maratona de Londres, de Abril.

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Alegria brasileira

Pela terceira vez apenas, uma brasileira ganhou a S. Silvestre de S. Paulo. Chama-se Maria Zeferina Baldaia, foi cortadora de cana, tem 29 anos e vive no Sertãozinho. Depois de ganhar, dedicou, em lágrimas, a vitória ao povo brasileiro que a apoiou e ao filho de nove anos, a quem deu o nome do famoso basquetebolista da NBA, Michael Jordan.

Zeferina disse ainda aos jornalistas que começara a praticar atletismo aos 12 anos, inspirada em Rosa Mota, que ganhou a prova seis anos consecutivos, entre 1981 e 1986.

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A vencedora chegou à meta com o tempo de 52,12m e onze segundos de vantagem sobre a queniana Margaret Okayo, que sentiu bastantes dificuldades com o calor. "Eu não", explicou Zeferina, "pois tenho treinado no Sertãozinho com 35 graus de temperatura..."

Viciosa ganha em Madrid

Em Madrid, praticamente sem estrangeiros, Isaac Viciosa ganhou pela terceira vez a S. Silvestre Vallecana, que se realiza há 37 anos. Gastou 28,32m, ganhando por um segundo a Jesus España e por onze a Alberto Garcia. Maria Abel ganhou a prova feminina.

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