Para poder usar esta funcionalidade deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site do Record, efectue o seu registo gratuito.
À luz da investigação feita pelo jornalista Sequeira Andrade nos últimos 30 anos, alguns dos chamados recordes de Portugal no atletismo datados do início do século 20 não deveriam ter sido homologados, pois as condições em que foram obtidos oferecem muitas dúvidas e até... certezas.
Aos 82 anos, Sequeira Andrade prepara-se para dar à estampa o livro "Historial dos recordes nacionais", onde aborda muitas curiosidades desde os primórdios do atletismo em Portugal, o perfil dos principais atletas de cada geração e as tais situações caricatas. O objetivo que presidiu à obra foi o de fornecer dados para se processar a correção estatística das marcas.
Só quando Salazar Carreira, distinto desportista que se notabilizou como atleta, dirigente e técnico, sendo mais tarde inspetor dos Desportos, meteu mãos a fazer uma compilação de dados é que nasceu algo mais credível, mas o mal estava para trás nos recuados anos em que ainda não havia Comité Olímpico Português nem tão-pouco a Federação Portuguesa de Atletismo, criada em 1921.
Sequeira Andrade consultou os jornais da época e arquivos históricos num árduo trabalho à procura da verdade e da legitimidade dessas marcas. Conclusão: havia erros e recordes que não deveriam ser recordes.
Vara partida
Exemplos não faltam e de memória cita alguns: "Nos Jogos Olímpicos nacionais em 1910 figuram dois atletas com 2,90 na prova do salto com vara quando, na verdade, ninguém transpôs essa altura. António Stromp e Alberto Faria de Morais passaram, efetivamente, os 2,85 m, tentaram os 2,90 m, mas as varas partiram-se e nos resultados aparece 2,90 m. Coisas da época..."
Outro caso caricato mas mais recente teve a ver com um recorde obtido pelo sportinguista Júlio Fernandes na prova do triplo-salto a 10 de julho de 1966 com quatro ensaios superiores a 15 m. O melhor salto foi avaliado em 15,66 m pelos juízes. A prova foi disputada com vento favorável no entender do crítico Salazar Carreira, mas não havia concordância em relação à velocidade do vento (o limite é 2,0 m/s) e supõe-se que o anemómetro estaria avariado. Além disso, também estava mal colocado na pista. O mais surpreendente é que a marca ficou pendente durante um ano e posteriormente foi homologada quase em segredo...
Estas são algumas das situações caricatas relatadas ao longo de cada uma das provas olímpicas, onde se faz a evolução dos recordes a par de facetas dos seus autores.
Mais informação na edição impressa de Record desta quinta-feira ou no e-paper
Mais informação na edição impressa de Record desta quinta-feira ou no e-paper
Atleta portuguesa aponta à marca alcançada por Naide Gomes
Passa a disputar-se anualmente, alternando entre edições masculinas e femininas
Atleta portuguesa ficou em 12.º no Urban Trail de Lille
É o segundo português de sempre a baixar dos 28 minutos. Foi 17.º na prova gaulesa
Jogava com amigos enquanto esperavam pelos filhos, que estavam em competição
Empate do FC Porto frente ao Nottingham vale 0,2 pontos
Antigo internacional italiano ainda não acredita no que aconteceu
Viúva do internacional português relatou, na primeira pessoa, o que aconteceu na noite da tragédia