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Portuguesa muito feliz com a conquista do ouro no salto em comprimento dos Campeonatos do Mundo de atletismo em pista curta, em Torun
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Agate de Sousa cumpriu este domingo mais um passo na sucessão de Naide Gomes como referência no salto em comprimento português, com a conquista do título mundial em pista coberta, 18 anos depois da também natural de São Tomé e Príncipe.
A estreia como portuguesa foi auspiciosa, com a medalha de bronze nos Europeus ao ar livre de 2024, em Roma, sem, no entanto, confirmar o estatuto nos Jogos Olímpicos do mesmo ano, regressando, depois, com o sexto lugar nos Mundiais Tóquio2025.
Aos 25 anos, a aluna do curso de Gestão no Instituto Superior de Educação e Gestão (ISEG), em Lisboa, sagrou-se campeã do mundo em pista curta, com um 'voo' a 6,92 metros, na sua quinta e penúltima tentativa, impondo-se à italiana campeã da Europa indoor Larissa Iapichino (6,87).
Após uma época como individual, e atenuados alguns problemas físicos, Agate de Sousa voltou esta temporada ao Benfica e, sob a orientação de Mário Aníbal, o ainda recordista nacional do decatlo, persegue os feitos de Naide Gomes.
"Não é que esteja triste, mas este título dá-me mais gana para bater o recorde [nacional] da Naide. Quando o fizer, vou ficar muito feliz. Mas, estou a viver este momento, estou muito feliz com esta medalha de ouro", assumiu, na zona mista da Arena Torun, na Polónia.
Além do título no pentatlo, em Budapeste2004, a sua conterrânea conquistou três 'metais' no salto em comprimento em Campeonatos do Mundo em pista coberta, um de ouro, em Valência2008, quando fixou em 7,00 metros o recorde nacional, e dois de prata, em Moscovo2006 e Doha2010,
O recorde nacional absoluto também é de Naide Gomes, com 7,12, desde julho de 2008, enquanto Agate Sousa detém o do seu país natal desde 2003, com um salto a 7,03.
"A Naide Gomes é uma referência desde que nasci, desde que comecei no atletismo e antes mesmo de sonhar ir para Portugal", reconheceu hoje a mais recente campeã do mundo portuguesa, juntando-se no historial a Auriol Dongmo, Rui Silva e João Campos (na edição de 1985, sem a designação de Campeonatos do Mundo, mas como Jogos Mundiais em pista coberta).
A timidez social de Agate de Sousa, que se assume muito envergonhada, contrasta com o arrojo competitivo, soltando-se em cada salto, a cada competição, ainda com muito por conquistar.
"Eu cheguei ao atletismo com um nulo no lançamento do peso e, agora, sou campeã do mundo do salto em comprimento", recordou a atleta, recordando a estreia na modalidade, ainda em São Tomé, numa carreira que também passou pela velocidade.
Em 2019, mudou-se para Portugal e, já sob a orientação de Mário Aníbal, a residir no Centro de Alto Rendimento do Jamor, em Oeiras, começou a competir pelo Grupo de Atletismo de Fátima.
"Quando cheguei a Portugal eu queria fazer desporto mas também queria estudar. A minha mãe é gestora, o meu pai economista, foi por isso que escolhi Economia. Só ao longo do tempo eu e o meu treinador fomos percebendo que podíamos fazer do atletismo uma carreira", reconheceu, em entrevista à rádio TSF.
Agora, com as cores do Benfica ou da seleção portuguesa, alia o elegante sprint de 40 metros a uma violenta chamada para o voo até à caixa de areia, na expectativa de superar Naide Gomes, a sua "inspiração".
"Ela também veio de São Tomé, chegou a lugares onde eu quero chegar também", afirmou, antes de Paris2024, cobiçando o recorde nacional: "A própria Naide já disse que eu posso um dia lá chegar".
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