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Atleta portuguesa quer juntar recorde nacional ao título no salto em comprimento
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A portuguesa Agate de Sousa assumiu-se este domingo feliz com a conquista do título mundial do salto em comprimento nos Mundiais de atletismo em pista curta, em Torun, na Polónia, sem esquecer a vontade de bater o recorde luso.
Na estreia em Campeonatos do Mundo sob telha, a atleta do Benfica, de 25 anos, confirmou o estatuto de líder mundial e assegurou a medalha de ouro no quinto e penúltimo salto, com a marca de 6,92 metros, mais cinco centímetros do que o conseguido pela italiana Larissa Iapichino, na sua sexta e última tentativa (6,87).
"Tenho um sentimento de enorme alegria, porque este é o meu primeiro título a nível mundial, na minha primeira grande competição 'indoor'. Estou, realmente, muito feliz, é muita alegria", começou por dizer aos jornalistas a nova campeã do mundo, na zona mista da Arena Torun.
Antes, na pista, Agate de Sousa iniciou o concurso com 6,75 metros, prosseguiu com um nulo e assumiu, com 6,82, a liderança, provisoriamente entregue à colombiana Natalia Linares, com 6,80, na sua segunda tentativa.
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Depois, a consistência da portuguesa, natural de São Tomé e Príncipe, prevaleceu, com 6,81 no terceiro ensaio e o salto para a vitória, a 6,92, no quinto, inutilizando a resposta da italiana Larissa Iapichino, campeã da Europa em título em pista coberta, que terminou em crescendo, com 6,84 e 6,87.
"Tentei manter-me o mais calma possível, focando-me no que tenho de fazer e não nas outras, Ainda estou numa fase em que me estou a conhecer melhor, porque eu, antes, pensava muito em responder às outras", admitiu, ainda antes de receber a medalha de ouro e ouvir o hino nacional, no centro da pista polaca, às 16:46 locais (15:46 em Lisboa).
Agate de Sousa, que voltou esta época ao Benfica depois de uma temporada como individual, assumiu debater-se com alguns problemas físicos, que não a impediram de reeditar o feito de Naide Gomes, em Valência2008, com maior ambição de chegar aos seus recordes nacionais - 7,00 'indoor' e 7,12 ao ar livre.
"Eu não diria que estou triste, mas ainda é o meu objetivo. Acho que me dá mais ganas para continuar, porque eu ainda não consegui e quero o recorde da Naide. É realmente o que eu desejo", vincou, antes de elogiar a sua referência desde sempre, também natural de São Tomé e Príncipe.
Os tímidos festejos foram interrompidos abruptamente pelo abraço coletivo do quarteto nacional da estafeta feminina de 4x400 metros e pelo abraço prolongado com Fatoumata Diallo, a sua companheira de quarto no estágio em Torun2026.
"Tenho de festejar mais, não é? Eu guardo muito as emoções, mas eu estou realmente feliz, porque sou campeã do mundo", sublinhou, entre sorrisos.
Visivelmente emocionada, Agate de Sousa iniciou os seus agradecimentos ao médico Gomes Pereira, que lhe deu 'luz verde' para esta época em pista coberta, estendendo-os ao seu treinador Mário Aníbal.
"Este título representa o meu trabalho, o meu esforço, a minha resiliência e o trabalho mental, feito em conjunto com o meu médico e o meu treinador, mas também pelos portugueses. Foi por eles que eu fiz isto e, agora, estou feliz", admitiu.
A felicidade contida de Agate de Sousa, que tem como recorde pessoal os 7,03 conseguidos em 2023 ainda como são-tomense, pode ser justificada por ter hoje ficado a quatro centímetros da sua melhor marca do ano (6,97), mas, sobretudo, por ter ficado aquém do recorde nacional.
"Eu não consigo adivinhar o futuro, mas quero muito saltar mais do que 6,92 metros", concluiu.
Agate de Sousa, terceira classificada nos Europeus ao ar livre Roma2024, conquistou a 18.ª medalha de Portugal em Mundiais em pista coberta, a sexta de ouro e a primeira na 21.ª edição, que hoje termina na Arena Torun, na Polónia.
A saltadora do Benfica reeditou o feito de Naide Gomes, 18 anos depois, tornando-se na segunda medalhada portuguesa na disciplina, depois da recordista nacional Naide Gomes, campeã em Valência2008 e vice-campeã em Moscovo2006 e Doha2010.
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