Atleta do Sporting critica Nacional de corta-mato: «Organização lamentável...»

Rui Pinto diz ter sido prejudicado em Vale de Cambra

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O polémico e surrealista momento que marcou o Nacional de corta-mato longo

Rui Pinto foi sexto no Nacional de corta-mato, em Vale de Cambra, resultado que, segundo o atleta, impediu o Sporting de revalidar o título coletivo, conquistado pelo Benfica, que não vencia desde 2015.

O atleta, de 29 anos, que se transferiu esta época para o Sporting, disse que foi prejudicado. "Na parte final houve um engano de vários atletas. Mandaram-me para o lado errado. A fita estava levantada, nem tive a perceção que devia ir para a reta da meta e quando dei por ela já era tarde", disse-nos Rui Pinto, que visa a federação. "Foi uma organização lamentável. Desde a 1ª volta que tivemos sempre de dobrar os atrasados. Foi um espetáculo pouco agradável de se ver, não dava para perceber quem ia à frente e mesmo para os atletas foi difícil de controlar, pois não tínhamos a perceção do que estava a acontecer".

Rui Pinto refere que o engano no percurso na parte final "comprometeu o título coletivo e a possibilidade de eu lutar pelos lugares do pódio".

O Sporting apresentou protesto, mas não deu os seus frutos. "O delegado reconheceu que as coisas não deveriam ter sido feitas daquela forma, mas ninguém assumiu os erros", frisou o atleta, para quem a "postura da federação é lamentável, pois ninguém pediu desculpas, nem mesmo depois de um vídeo mostrar a confusão do engano".

Rui Pinto esclarece, de resto, que a polémica nada tem a ver com o triunfo do Benfica, onde esteve nove anos. "Aproveito para dar os parabéns a todos os atletas, de todas as equipas, que se apresentaram a um nível elevado", frisou, apontando agora baterias para a Taça dos Clubes Campeões Europeus, que vai ter lugar no Jamor, em fevereiro.

Inscrições a mais

A federação esclareceu que "foram realizadas mais inscrições e participações do que era expectável", e que na impossibilidade de alterar o programa-horário, "foi realizado um esforço para tornar o percurso mais largo e possibilitar ultrapassagens sem dificuldade".

Quanto ao protesto apresentado pelos leões, refere a FPA que "o júri de apelo analisou o mesmo e deliberou, cumprindo as funções que são da sua exclusiva competência". 

Por Ana Paula Marques
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