Birmingham'2018: Estafefa lusa "deu tudo" e correu mais rápido do que esperava

Há um novo recorde nacional dos 4x400 metros

A estafeta portuguesa "deu tudo" e bateu o recorde nacional dos 4x400 metros nos Mundiais de atletismo de pista coberta, em Birmingham, correndo ainda mais rápido do que esperava.

O quarteto composto por Filipa Martins, Cátia Azevedo, Rivinilda Mentai e Dorothe Évora terminou a prova com a marca de 3.35,43 minutos, tirando 6,08 segundos ao anterior melhor registo (3.41,51 minutos), de um quarteto do Sporting.

Apesar da frustração por não ficarem no lote das seis finalistas, Filipa Martins não escondeu a satisfação.

"Superámo-nos por muito, não esperávamos este tempo. Nós corremos acima de tudo a pensar no recorde nacional", disse, no final, aos jornalistas.

Numa eliminatória que incluía as equipas da Jamaica, Ucrânia e Polónia, candidatas ao pódio, o ritmo foi rápido, o que deixou as portuguesas no último lugar, atrás da República Checa, e em oitavo da geral, apenas à frente do Cazaquistão.

O quarteto luso era o menos forte dos nove que estiveram em pista, tendo chegado a Birmingham com um tempo oficial de 3.42.60 minutos, sendo que a soma dos melhores tempos do ano de cada uma das lusas era de 3.38,91.

As eliminatórias apuravam as duas primeiras equipas de cada uma das duas eliminatórias, mais os dois tempos mais rápidos.

"Todas corremos muito bem estamos felizes, acima de tudo. Foi isso que nos trouxe, os '3.35'. Trabalhámos imenso para este resultado e fomos felizes", vincou Filipa Martins.

Cátia Azevedo salientou, por seu lado, a importância de a equipa nacional incluir as mais rápidas de cada clube, o que potencia o desempenho coletivo.

"Em seleção, corre sempre muito bem, porque as melhores ficam juntas e quando as mulheres se juntam, só pode acontecer o melhor", disse a atleta do Sporting, que se redimiu do desempenho na véspera nos 400 metros, em que ficou aquém do desejado.

"O dia de ontem (sexta-feira) foi muito mau e quando nós acreditamos que estamos em boa forma, não vir aqui demonstrar é o pior sentimento que se pode ter. Eu desperdicei uma grande oportunidade ontem (sexta-feira) e não fiz a melhor corrida. Vim para aqui um bocadinho desolada, por isso é bom este recorde", confessou.

Quanto a Rivinilda Mentai, admitiu que também estava nervosa antes da prova, mas que o espírito de grupo fê-la querer "dar tudo" pela equipa.

"Estava muito stressada na câmara de chamada, mas quando entrei na pista já não pensei nisso, pensei em dar o dar o melhor para a equipa. Fizemos uma boa marca, o que prova que podemos melhorar", afirmou.

Para Dorothe Évora, a quem coube o trecho final, este desempenho coloca um novo recorde no horizonte, se as quatro continuarem a evoluir individualmente.

"Agora, o objetivo de cada uma vai ser (fazer) individualmente a preparação para o ar livre e, se der, no Campeonato da Europa em Berlim, é voltarmos a bater os nossos tempos pessoais para que o resultado final seja ainda melhor do que este", lançou como desafio.

Portugal participa nos Mundiais, que começaram na quinta-feira e decorrem até domingo em Birmingham, com oito atletas.

Por Lusa
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