Carlos Nascimento garante mínimos para Mundiais de pista coberta nos 60 metros

Venceu os nacionais com 6,63 segundos

• Foto: Nuno Abreu

O atleta Carlos Nascimento (Escola do Movimento) garantiu este sábado os mínimos nos 60 metros para os Mundiais de atletismo em pista, marcados para março, em Portland, nos Estados Unidos, ao vencer os 'nacionais' em 6,63 segundos.

Carlos Nascimento chegou a Pombal com a marca de 6,72 segundos e esperava baixar dos 6,70, mas ficou surpreendido com a rapidez com que fez os 60 metros.

Hoje, nos Campeonatos de Portugal Absolutos em pista coberta, Carlos Nascimentos alcançou 6,63 segundos, a melhor marca ibérica do ano.

"Fiz duas corridas boas e tinha noção que podia ser uma boa marca, mas nunca pensei que fosse 6,63. Estimava sinceramente baixar dos 6,70, mas o que planeei foi um 6,69 ou 6,68. Não fazia a mínima ideia que conseguia 6,63. Não estava mesmo nada à espera", salientou o atleta, no final da prova.

O atleta, que representou o Sporting na época passada, confessa que mudou a sua "forma de encarar o treino".

"Até agora, encarava as coisas um bocado a brincar. Não me aplicava suficientemente e não rendia a 100 por cento. Este ano, decidi que tinha de ser. Os mínimos não eram tão difíceis quanto isso e passou a ser um objetivo. Para lutar por esse objetivo, tinha de treinar a dobrar", acrescentou

Carlos Nascimento admitiu ainda que sair do Sporting foram dois passos atrás para dar um à frente: "Acabou por ser positivo sair do Sporting, porque sinto-me em casa. Sinto que as pessoas me dão o apoio necessário e que, aconteça o que acontecer, esteja bem ou esteja mal, eles vão estar sempre ao meu lado".

Apesar de, em termos financeiros, a sua situação ter piorado, o atleta relativiza: "Acima dos apoios financeiros, é ter amigos e ter pessoas que me apoiam e que gostam de mim".

"Muitas vezes, as pessoas não têm aquele coração mais mole, para ajudar os mais novos, para mostrar que temos algum valor. Acima de tudo, o apoio psicológico foi o que faltou muitas vezes. Financeiramente ajudavam, mas isso não é tudo", frisou.

Esperando que esta marca o pode ajudar a conquistar mais apoios, Carlos Nascimento apela à Federação Portuguesa de Atletismo para que "comece a dar o devido valor".

"Espero que, com esta marca, tenham consciência que, tal como eu, outros atletas precisamos do apoio da Federação. Sem ser uma bolsa da Federação, que não é paga a horas, não tenho apoio nenhum", revelou o atleta.

Carlos Nascimento confessou ainda que se conseguir obter mínimos para os Campeonatos da Europa dos 100 metros ao ar livre "é já um bónus".

Na final dos 60 metros, o atleta da Escola do Movimento superou os benfiquistas Diogo Antunes, segundo, com 6,67 segundos, e André Costa, terceiro, com 6,79.

Por Lusa
Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
Subscreva a newsletter

e receba as noticias em primeira mão

ver exemplo

Ultimas de Atletismo

Notícias

Notícias Mais Vistas

Copyright © 2020. Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Cofina Media S.A. Consulte a Política de Privacidade Cofina.