Corrida da Mulher volta a Lisboa dia 14 para ajudar no rastreio do cancro da mama

Carlos Moia, presidente do Maratona Clube de Portugal, garantiu a angariação de cerca de 900 mil euros para compra de equipamento

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• Foto: Vítor Chi
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A Corrida da Mulher, que já recolheu cerca de um milhão de euros para comprar equipamentos de rastreio do cancro da mama para a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), volta a Lisboa no dia 14, foi anunciado esta quinta-feira.

"Esta é uma prova que aposta no reforço de meios que ajudam no rastreamento desta doença. Já contribuímos com cerca de 900 mil euros para compra de equipamento. É um número que nos orgulha enquanto instituição, que dá sentido à nossa existência enquanto clube e que nos responsabiliza enquanto instituição promotora de boas práticas", disse o presidente do Maratona Clube de Portugal, Carlos Moia.

Com cerca de cinco quilómetros, a "Corrida Solidária EDP Lisboa, a Mulher e a Vida" vai este ano para a sua 17.ª edição e promete reunir milhares de atletas amadores e profissionais em 14 de maio, pretendendo sensibilizar a população para a importância do rastreio do cancro da mama. Segundo as contas da organização, são esperados cerca de 14.000 participantes este ano, de todos os géneros, uma vez que a prova deixou de ser exclusiva para mulheres.

"Os cancros de mama são traiçoeiros, especialmente se a prevenção lhes for protelada por burocracias de um sistema de saúde sobrecarregado. A Liga supre muitas das carências do Estado e nós ajudamos a Liga neste seu propósito", salientou o dirigente do Maratona Clube.

De acordo com Carlos Moia, o cancro da mama corresponde à segunda causa de morte por cancro entre as mulheres, ressalvando que as dificuldades da LPCC aumentaram "substancialmente desde a pandemia".

"Ficaram por realizar cerca de 450 mil rastreios no primeiro ano da pandemia, bem como largos milhares de exames complementares de diagnóstico. São números preocupantes, e é também por eles que estamos com a Liga, hoje, aqui, como estivemos desde a nossa primeira edição em 2006", lembrou.

Apesar de, no total das 16 edições já concretizadas, o Maratona Clube de Portugal ter angariado "perto de um milhão de euros", o organismo deseja que o valor doado aumente todos os anos.

"É por tudo isto que mais do que uma prova de lazer, cada inscrição representa um ato cidadania no apoio à prevenção desta doença. É verdade que a resposta em cada ano tem sido exemplar e este ano, mais uma vez, deveremos esgotar nos próximos dias as inscrições disponíveis", observou.

As inscrições podem ser feitas no site oficial do evento e têm um custo de 15 euros. As mulheres e os homens que tenham sido diagnosticados com qualquer tipo de doença oncológica ficam isentos de pagamento.

"(...) Só podemos dar este apoio à Liga por mérito e com a ajuda dos nossos patrocinadores. Sem eles nada disto seria possível e é justo dedicar-lhes esta palavra, porque todos eles têm uma preocupação social", acrescentou.

A elite

Este ano, tal como em 2022, a prova voltará a contar com a presença de atletas de elite masculinos e femininos, com uma qualidade que promete emoções fortes. Nos homens destaca-se o nome de Rui Pinto, que recentemente registou um novo recorde pessoal na maratona (em Roterdão), mas também os veteranos Hélio Gomes e Hermano Ferreira, que prometem dar muita luta aos mais novos. Neste particular, Miguel Borges e Helder Santos são nomes a ter em conta.

Quanto ao setor feminino, estarão igualmente grandes nomes do atletismo nacional, como por exemplo a veterana Dulce Félix, vinda de um 2.º lugar na Maratona da Europa, ou ainda Solange Jesus, recentemente 9.ª na Maratona de Paris, com um novo recorde pessoal. Além deste duo, nota ainda para Susana Godinho, Doroteia Peixoto, Monica Silva ou Diana Sousa.

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