'Corrida EDP - Lisboa, a Mulher e a Vida' marca regresso das provas populares

Evento, que se realiza no dia 12, prevê a participação de 5000 atletas

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Mais de ano e meio depois, Portugal vai voltar a ter uma corrida com participação massiva de atletas. Será no próximo domingo (dia 12), com a realização da 'Corrida EDP - Lisboa, a Mulher e a Vida', uma prova já de si emblemática, por conta da mensagem que passa pela necessidade de maiores cuidados para a temática do cancro da mama, mas que neste ano terá ainda o aspeto histórico associado de ser a primeira corrida num longo espaço de tempo - e já adaptada a todas as necessidades de segurança por conta da pandemia de Covid-19.

Esta terça-feira apresentada numa conferência de imprensa realizada ao ar livre, que contou com a presença de várias personalidades, nomeadamente representantes da Câmara Municipal de Lisboa, Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) ou da Liga Portuguesa Contra o Cancro, a prova conta já com perto de 4000 inscritos, pelo que é bem provável que o pelotão seja de 'casa cheia', já que ainda faltam duas semanas para o fecho das inscrições e o limite está cifrado nos 5000.

Para este ano, numa edição que será pioneira e histórica, Carlos Moia explica que o plano traçado foi já aprovado pela Direção Geral de Saúde, contemplando algumas medidas que permitiram salvaguardar a saúde de todos, algo que o presidente do Maratona Clube de Portugal considera ser primordial. "É uma tentativa de uma vida normal, que ainda está longe de ser uma vida normal. Portugal tem sido um herói na vacinação e agora temos de sê-lo no regresso à vida normal. Penso que esta prova é o primeiro passo para a normalização das corridas. Em outubro que seja possível fazer a meia e a maratona com mais gente a correr e depois em novembro, na 30.ª edição da meia maratona. Daqui faço um apelo para que se inscrevam. Estamos aqui para ajudar, faremos tudo o que for necessário, em segurança, naturalmente. Não podemos ter a veleidade de não ter segurança para toda a gente", garantiu Carlos Moia ao nosso jornal.

Entre essas medidas consta a necessidade de apresentação de um teste PCR negativo e/ou o certificado de vacinação, mas também a utilização da máscara nos momentos prévios e posteriores à corrida. A zona de partida será dividida com vagas de 200 atletas, de forma a que seja possível manter a distância de segurança entre os atletas e, assim, evitar as aglomerações. Medidas que Moia diz terem sido levadas ao extremo, por iniciativa do próprio Maratona Clube de Portugal, para que tudo corra bem. E aí, o presidente do MCP não tem dúvidas. "Será um sucesso para toda a gente", garantiu, numa declaração na qual aproveitou para enaltecer a importância da comunicação social, nomeadamente o "grupo Cofina, que está connosco há tantos anos".

Seis atletas olímpicas presentes

Uma vez mais com Rosa Mota na figura de "madrinha", a 'Corrida EDP - Lisboa, a Mulher e a Vida' contará com um pelotão de elite de boa valia, com a presença de seis atletas olímpicas, quatro delas com presença nos recentes Jogos de Tóquio'2020: Sara Moreira, Carla Salomé Rocha, Catarina Ribeiro e Salomé Afonso. A este quarteto juntam-se ainda Dulce Félix e Doroteia Peixoto, isto para lá de Lia Lemos, Mónica Silva, Cláudia Pereira e Sónia Ferreira.

Provas futuras mais 'abertas'

A 'Corrida EDP - Lisboa, a Mulher e a Vida' será apenas o primeiro passo, conforme Carlos Moia assumiu. De olho no que aí vem, com um calendário preenchido com duas meias maratonas e uma maratona, para lá dos 10 quilómetros do Grande Prémio de Natal, o Maratona Clube de Portugal espera que esta corrida seja efetivamente uma demonstração da capacidade para organizar bem um evento e que nas provas de outubro e novembro seja possível ter um número superior presente. "Os números já foram apresentados à DGS e estamos à espera da resposta", explicou.

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